quinta-feira, novembro 20, 2003

Sinais

Ontem eu recebi uma espécie de sinal de que as coisas boas do passado sempre podem voltar a nos alegrar quando não estamos exatamente nadando em felicidade.
Não estou em uma semana muito feliz e receber a visita inesperada do meu ex-chefe soou como um alento.
Nunca fui muito fã de chefes, mas ver o "espanhol" na minha frente depois de mais de um ano da sua partida para a terra natal, foi estranhamente satisfatório.
Não é de se estranhar que hoje eu me lembre dele mais como amigo do que como ex-chefe.

Ele continua magrão, meio careca (como eu), com os dentes meio encavalados e branco como cera.
Nosso principal assunto continua sendo o futebol e parece que nosso reencontro nos deu sorte a ambos: mal no encontramos e a Espanha marcou o primeiro gol contra a Noruega.
Isso me fez recordar das "conversas sérias" que tinhamos durante a Copa. Todos se espantavam quando ele atravessava o andar e vinha debater os resultados do dia anterior e os prognósticos para o dia seguinte.
Foi engraçadissímo quando cada um de nós preencheu uma tabela da Copa com seus próprios gostos. Na dele, a Espanha finalmente seria campeã e em cima do Brasil.
Na minha, era Brasil de ponta a ponta.

É engraçado pensar que só quando todos sabíamos que ele ia embora é que eu baixei a guarda e me permite uma aproximação. Ele era tão ou mais zeloso das coisas do trabalho quanto eu e por isso raramente nos víamos fora do ambiente de trabalho.
Ainda bem que deu tempo de levá-lo até O Velhão e deixá-lo embasbacado com a enorme quantidade de comida.

Hoje me lembro com saudade dos primeiros anos na empresa.
Era tudo mais inocente e divertido. Eu era mais imaturo mas não sofria tanto com a vontade de fazer as coisas certas.
Talvez a volta dele signifique mesmo que eu deva relaxar mais e deixar as coisas andarem mas livres.
Talvez seja um sinal para que eu relaxe mais.
Talvez...

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