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quinta-feira, novembro 29, 2007

Cada vez mais bonitos

Mais uma vez fui ao casamento de um amigo querido (na verdade, uma amiga) e saí com esperanças renovadas sobre o futuro dos relacionamentos humanos.
Sei que sou piegas (o que esperar de alguém que tem “Quatro Casamentos e um funeral” e “Simplesmente amor” como seus filmes favoritos”), mas quando estou em um casamento, acredito mesmo que a coisa do “felizes para sempre” pode funcionar.
Sei também que depois de umas boas doses de rotina e outras tantas de vida real, boa parte desse romantismo perde um pouco de espaço, mas isso é só até o próximo casamento. É só ver a noiva apontando lá longe e as lágrimas dos parentes durante os cumprimentos para esquecer de todas as dúvidas e ceticismos.

E nada mais renovador de esperanças do que um casamento na praia.
Tudo estava no lugar, planejado e executado nos mínimos detalhes, que é peculiar àquela pequena menina que aprendi a admirar desde os idos de 2001.
Até o noivo, com seu nervosismo e jeito de andar pendendo para os lados parecia combinar com o lugar.
Praia, amigos, felicidade e amor. Tudo combinado como o lombo assado, a couve refogada com alho e o tutu de feijão da minha sogra. Maravilha.

Apesar de curtir bastante a festa, nada havia me preparado para dois dos poucos momentos que tive com minha amiga.
O primeiro foi ver uma foto nossa, minha e dela, em um quadro pendurado na parede. Acho que é a única foto que temos juntos e senti um baita orgulho de merecer essa homenagem. Não havia muita gente nas fotos. Eram mais imagens do casal nas suas inúmeras viagens. Mas eu estava lá. E ela nos deixou ali para todo mundo ver.
Foi o máximo.

O segundo momento quase me derrubou de tão simples e inesperado.
Ela simplesmente me disse que gostou muito de eu ter ido e me estalou um beijo na bochecha. Fiquei envergonhado e emocionado. Foi simples, mas cheio de significado.
Ainda bem que ela não viu aquele “cisco” que entrou no meu olho esquerdo. E no direito também.

É por essas e outras que eu ainda acredito que o amor e o casamento valem a pena, apesar do cansaço que sinto às vezes.
Vale a pena te ter como esposa, Minha Mineira, e os casamentos dos amigos queridos só reforçam isso!

Que venham mais!

sexta-feira, outubro 05, 2007

O casório do Presidente

A cerimonialista era meio confusa e esquisita com uns trejeitos meio afrescalhados demais para o meu gosto, mas acabou dando tudo certo na cerimônia, que foi cheia de pontos altos. Do desfile da Primeira Sobrinha pela nave até o “sim” definitivo, todos se sentiram felizes com a felicidade que eles aparentavam e, certamente, sentiam. O Presidente e a Primeira Dama se casaram felizes e bem acompanhados. Nós estávamos lá para o que desse e viesse.

O trajeto até a recepção manteve a confusão. Quase ninguém sabia onde ficava o tal Templo da Sonegação e eu cansei de tentar explicar as melhores alternativas. Chegou uma hora em que desisti, coloquei a Minha Mineira no carro e fui embora.
Na verdade, toda essa reação explosiva era uma reação à urticária que me percorria dos pés à cabeça por conta da concessão que eu estava a ponto de fazer.
Pisar naquele solo de sonegação e ostentação sempre havia sido um tabu para mim, mas o motivo era mais do que nobre e eu me rendi. Deixei de lado meus preconceitos proletários e entrei de cabeça na festa.

Confesso, sem vergonha nenhuma, que não senti culpa nenhuma depois disso.
Foi ótimo ser bem atendido e curtir a festa ao lado deles. Era o Presidente que estava se casando e tudo valia a pena. Até mesmo “derrubar” oito caipirinhas de limão com Smirnoff Black. Maravilha de ressaca!
Aliás, se tem uma coisa que me impressionou nessa festa de casamento foi o atendimento do bufê. Eu não precisava pensar duas vezes em alguma coisa e lá estava ela à minha disposição. E quando o copo ficava vazio, eu mal percebia quando havia alguém deixando novos líquidos à minha disposição. Impressionante! Deve ter ficado os olhos da cara, mas foi impressionante.

Mas independente de ideais, de bebidas e de serviço, o que realmente importa é que o objetivo da celebração foi alcançado e eles iniciaram uma nova etapa da vida a dois com os dois pés direitos: um de cada metade do casal.
Espero e desejo que as mudanças que devem acontecer após a cerimônia só façam aumentar a felicidade e a satisfação por estarem dividindo suas vidas com quem amam.
E isso vale para ambos!

Longa vida para o casal presidencial!
Que Deus sempre olhe por vocês!
E que nunca falte bebida e companhia!
Da minha parte, garanto a companhia, afinal de contas Presidente, em certas ocasiões, sempre haverá dois!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Motivos

Mesmo correndo o risco de ser apedrejado sempre que entro nesse assunto, gosto de dizer que se é para transar com alguém fora do casamento, que seja da forma mais barata possível, ou seja, que seja com uma prostituta.

Explicando um pouco melhor, não defendo a infidelidade, a traição ou qualquer outro nome que se queira dar para uma relação extra-conjugal, envolvendo ou não o sexo.
Se eu não acreditasse que esse negócio de casamento é para ser feito uma vez só, talvez até tivesse uma opinião diferente, mas feliz ou infelizmente é assim que eu penso e não dá para acreditar em nada que se afaste muto dessa linha.
Sendo assim, reforço que não acredito que uma infidelidade seja moral ou socialmente acietável.

Dito isso, volto ao que queria comentar, ou seja, volto a falar sobre quando o sexo com uma profissional é a melhor alternativa.
Da mesma forma que declarei naquela certa tarde na mesa do Original, transar com uma prostituta envolve uma série de riscos sanitários e sociais, mas te dispensa de outros riscos, a meu ver muito mais complicados, já que envolvem sentimentos e família.

Então vejamos: ao pagar, você não compra só sexo, mas compra também o sossego de não ter que ligar no dia seguinte, de não ter que dar presentes caros e nem ter que se lembrar de datas comemorativas. Você paga, transa e pronto. Que venha o próximo cliente, para ela, e que venha a velha rotina de volta, para você.
Além disso, com uma profissional, você minimiza sensivelmente o risco de se apaixonar, coisa que, convenhamos, seria a pior coisa que poderia acontecer quando se é casado.

Então, já que a infidelidade é inevitável, melhor relaxar, pagar e gozar, mas gozar bastante que é para valer a pena.
Mas que fique bem claro que eu acredito que quando houver dúvida, melhor não fazer e pagar as velhas e mais caras contas que se ganha quando se diz o fatídico "sim" lá em cima no altar.
Em poucas palavras: na dúvida, não faça!