Era mais uma conversa trivial no trajeto entre unidades da empresa, tão trivial que ninguém tinha coragem de sair do confortável conjunto futebol-mulher-cerveja.
Não sei de onde veio o assunto "casamento". Acho que tinha a ver com atividades fáceis, difíceis e impossíveis.
Minto, tinha a ver com coisas naturais e anti-naturais.
O conceito-relâmpago que criamos dentro do carro dizia que se uma coisa acontece naturalmente, sem dar muito trabalho ou sem gerar muito esforço por parte do executor, então estamos diante de algo natural.
Naturalmente, a caracterização do oposto leva ao anti-natural.
Nessa linha, a principal conclusão deste papo-cabeça foi óbvia: nada mais anti-natural para o ser humano do que a instituição do casamento!
Explicando um pouco melhor essa mágica conclusão: a idéia é bem simples e trata do esforço que cada parceiro tem que fazer diariamente para manter a harmonia da união.
Não dá para encarar um casamento achando que o amor vai solucionar tudo, que é só deixar as coisas acontecerem sozinhas que tudo se encaixa.
Minha breve experiência de quase 3 anos mostra que, em se tratando de casamento, Edison nunca esteve tão certo: sem os 95% de transpiração, tudo vai para o buraco.
E essa transpiração tem que vir todos os dias e quase a todo tempo. Nada de folguinhas de egoísmo e narcisismo.
Portanto, um aviso aos jovens e iludidos casadoiros: se não houver esforço e dedicação diários e intensos, nem adianta vir com amor e paixão. O futuro não tem como ser diferente do inferno rotineiro e da dolorosa separação.
E tenho dito!
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quinta-feira, junho 05, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
Férias
Estou completando cinco dias de férias conjugais.
A Minha Mineira está na praia com a família e eu estou aqui, sozinho e com a cidade inteira ao meu dispor para me esbaldar e cair na esbórnia.
Mas, estranhamente, estou sozinho aqui em casa, em pleno domingo à noite, escrevendo e sem uma gota de álcool no sangue.
Algo deve estar errado e acho que sei o que é.
Quer dizer, nada está errado, não no sentido etílico-sexual da coisa.
Eu só não senti necessidade de converter em bandalheira um intervalo que eu sempre achei que faria bem ao nosso relacionamento.
Já venho dizendo há algum tempo que alguns dias separados nos fariam bem e agora estou experimentando a verdade disso.
Dormir sozinho, sair com os amigos e beber sem me preocupar com o dia seguinte estão me fazendo muito bem.
E curtir mais a banda do Kiaora do que os decotes, fendas e perfumes ao redor é prova de que estou bem, mas estou com saudade das reclamações e da mania de limpeza da Minha Mineira.
Só espero que ela não me perturbe muito quando voltar para casa e perceber que não fiz muito além de ir supermercado para garantir o café da manhã e lavar a louça pelo mesmo motivo.
A Minha Mineira está na praia com a família e eu estou aqui, sozinho e com a cidade inteira ao meu dispor para me esbaldar e cair na esbórnia.
Mas, estranhamente, estou sozinho aqui em casa, em pleno domingo à noite, escrevendo e sem uma gota de álcool no sangue.
Algo deve estar errado e acho que sei o que é.
Quer dizer, nada está errado, não no sentido etílico-sexual da coisa.
Eu só não senti necessidade de converter em bandalheira um intervalo que eu sempre achei que faria bem ao nosso relacionamento.
Já venho dizendo há algum tempo que alguns dias separados nos fariam bem e agora estou experimentando a verdade disso.
Dormir sozinho, sair com os amigos e beber sem me preocupar com o dia seguinte estão me fazendo muito bem.
E curtir mais a banda do Kiaora do que os decotes, fendas e perfumes ao redor é prova de que estou bem, mas estou com saudade das reclamações e da mania de limpeza da Minha Mineira.
Só espero que ela não me perturbe muito quando voltar para casa e perceber que não fiz muito além de ir supermercado para garantir o café da manhã e lavar a louça pelo mesmo motivo.
terça-feira, setembro 04, 2007
Tiozão
Em recente ida para Bertioga eu vivi uma situação que, se não era nova, acabou sendo meio que reveladora: me vi em meio a um bando de gente mais nova, dando conselhos sentimentais e desafiando algumas idéias que estavam enraizadas em alguns deles.
A idéia era mesmo fazer todo mundo pensar nas suas "verdades" e, adivinhem, virei ídolo dos bêbados.
As meninas me ouviram praticamente sem manifestações, mas os caras, principalmente os mais acelerados na birra me elogiaram até o início da madrugada.
E havia razão para tanta alegria.
Eu falei coisas em que acreditava e que fizeram os caras pensarem nas próprias realidades, principalmente no que se refere ao coração. Falei de mim, da Minha Mineira, do nosso relacionamento e do nosso acordo de cuidar da felicidade um do outro.
Não sei se foi bom ter mencionado o fim da ilusão e a maior adequação de sentimentos que vem com a idade, mas acredito que eles entenderam que a mensagem visava aumentar a confiança no sucesso de relacionamentos.
Sim, por que o sucesso no amor foi a tecla mais batida em toda a conversa.
Ficou a impressão de que só quem tem medo de ficar sozinho não entendeu a idéia de esperança, concessão e ajuste de expectativas que tentei passar.
Me senti como o irmão mais velho cuidando da molecada.
Um dos pontos que mais irritou uma das amigas da Minha Mineira foi a minha idéia de que a fidelidade é uma escolha e não uma coisa natural do ser humano.
Ela ficou indignada e não se acalmou, mesmo depois de eu explicar que não achava moralmente certo ter um relacionamento paralelo, mas sim que acreditava que isso dependia de esforço, dedicação e, principalmente, disposição.
Eu quis dizer que não era natural por não ser fácil, mas ela não entendeu. Ou não quis entender. Ou teve medo de entender.
Não sou o dono da verdade, por isso não posso falar por ela.
Mal posso falar por mim e pelas minhas escolhas, mas me sinto bem em conseguir passar algum tipo de mensagem para aqueles que ainda tem coisas para viver e amores para curtir.
Acho que sou um "tiozão" legal, compreensivo e preocupado e é assim que continuará sendo, mesmo que as recalcadas queiram me matar.
A idéia era mesmo fazer todo mundo pensar nas suas "verdades" e, adivinhem, virei ídolo dos bêbados.
As meninas me ouviram praticamente sem manifestações, mas os caras, principalmente os mais acelerados na birra me elogiaram até o início da madrugada.
E havia razão para tanta alegria.
Eu falei coisas em que acreditava e que fizeram os caras pensarem nas próprias realidades, principalmente no que se refere ao coração. Falei de mim, da Minha Mineira, do nosso relacionamento e do nosso acordo de cuidar da felicidade um do outro.
Não sei se foi bom ter mencionado o fim da ilusão e a maior adequação de sentimentos que vem com a idade, mas acredito que eles entenderam que a mensagem visava aumentar a confiança no sucesso de relacionamentos.
Sim, por que o sucesso no amor foi a tecla mais batida em toda a conversa.
Ficou a impressão de que só quem tem medo de ficar sozinho não entendeu a idéia de esperança, concessão e ajuste de expectativas que tentei passar.
Me senti como o irmão mais velho cuidando da molecada.
Um dos pontos que mais irritou uma das amigas da Minha Mineira foi a minha idéia de que a fidelidade é uma escolha e não uma coisa natural do ser humano.
Ela ficou indignada e não se acalmou, mesmo depois de eu explicar que não achava moralmente certo ter um relacionamento paralelo, mas sim que acreditava que isso dependia de esforço, dedicação e, principalmente, disposição.
Eu quis dizer que não era natural por não ser fácil, mas ela não entendeu. Ou não quis entender. Ou teve medo de entender.
Não sou o dono da verdade, por isso não posso falar por ela.
Mal posso falar por mim e pelas minhas escolhas, mas me sinto bem em conseguir passar algum tipo de mensagem para aqueles que ainda tem coisas para viver e amores para curtir.
Acho que sou um "tiozão" legal, compreensivo e preocupado e é assim que continuará sendo, mesmo que as recalcadas queiram me matar.
sexta-feira, junho 08, 2007
A arte de gostar de mulher
Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou.
- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou.
O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher. São necessários outros requisitos que são raros. Por isso as mulheres andam tão insatisfeitas.
Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la, a cada dia, não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.
Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso.
Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo, a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente, é assim, porque seu homem não gosta de mulher.
O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.
O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade.
"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema "Para viver um grande amor". Para amar verdadeiramente uma mulher, o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar, e, principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.
Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante, que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostamos de mulher é que conquistamos várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino.
Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.
Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a "Have you really loved a woman?" do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita.
Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?
- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou.
O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher. São necessários outros requisitos que são raros. Por isso as mulheres andam tão insatisfeitas.
Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la, a cada dia, não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.
Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso.
Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo, a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente, é assim, porque seu homem não gosta de mulher.
O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.
O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade.
"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema "Para viver um grande amor". Para amar verdadeiramente uma mulher, o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar, e, principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.
Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante, que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostamos de mulher é que conquistamos várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino.
Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.
Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a "Have you really loved a woman?" do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita.
Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Motivos
Mesmo correndo o risco de ser apedrejado sempre que entro nesse assunto, gosto de dizer que se é para transar com alguém fora do casamento, que seja da forma mais barata possível, ou seja, que seja com uma prostituta.
Explicando um pouco melhor, não defendo a infidelidade, a traição ou qualquer outro nome que se queira dar para uma relação extra-conjugal, envolvendo ou não o sexo.
Se eu não acreditasse que esse negócio de casamento é para ser feito uma vez só, talvez até tivesse uma opinião diferente, mas feliz ou infelizmente é assim que eu penso e não dá para acreditar em nada que se afaste muto dessa linha.
Sendo assim, reforço que não acredito que uma infidelidade seja moral ou socialmente acietável.
Dito isso, volto ao que queria comentar, ou seja, volto a falar sobre quando o sexo com uma profissional é a melhor alternativa.
Da mesma forma que declarei naquela certa tarde na mesa do Original, transar com uma prostituta envolve uma série de riscos sanitários e sociais, mas te dispensa de outros riscos, a meu ver muito mais complicados, já que envolvem sentimentos e família.
Então vejamos: ao pagar, você não compra só sexo, mas compra também o sossego de não ter que ligar no dia seguinte, de não ter que dar presentes caros e nem ter que se lembrar de datas comemorativas. Você paga, transa e pronto. Que venha o próximo cliente, para ela, e que venha a velha rotina de volta, para você.
Além disso, com uma profissional, você minimiza sensivelmente o risco de se apaixonar, coisa que, convenhamos, seria a pior coisa que poderia acontecer quando se é casado.
Então, já que a infidelidade é inevitável, melhor relaxar, pagar e gozar, mas gozar bastante que é para valer a pena.
Mas que fique bem claro que eu acredito que quando houver dúvida, melhor não fazer e pagar as velhas e mais caras contas que se ganha quando se diz o fatídico "sim" lá em cima no altar.
Em poucas palavras: na dúvida, não faça!
Explicando um pouco melhor, não defendo a infidelidade, a traição ou qualquer outro nome que se queira dar para uma relação extra-conjugal, envolvendo ou não o sexo.
Se eu não acreditasse que esse negócio de casamento é para ser feito uma vez só, talvez até tivesse uma opinião diferente, mas feliz ou infelizmente é assim que eu penso e não dá para acreditar em nada que se afaste muto dessa linha.
Sendo assim, reforço que não acredito que uma infidelidade seja moral ou socialmente acietável.
Dito isso, volto ao que queria comentar, ou seja, volto a falar sobre quando o sexo com uma profissional é a melhor alternativa.
Da mesma forma que declarei naquela certa tarde na mesa do Original, transar com uma prostituta envolve uma série de riscos sanitários e sociais, mas te dispensa de outros riscos, a meu ver muito mais complicados, já que envolvem sentimentos e família.
Então vejamos: ao pagar, você não compra só sexo, mas compra também o sossego de não ter que ligar no dia seguinte, de não ter que dar presentes caros e nem ter que se lembrar de datas comemorativas. Você paga, transa e pronto. Que venha o próximo cliente, para ela, e que venha a velha rotina de volta, para você.
Além disso, com uma profissional, você minimiza sensivelmente o risco de se apaixonar, coisa que, convenhamos, seria a pior coisa que poderia acontecer quando se é casado.
Então, já que a infidelidade é inevitável, melhor relaxar, pagar e gozar, mas gozar bastante que é para valer a pena.
Mas que fique bem claro que eu acredito que quando houver dúvida, melhor não fazer e pagar as velhas e mais caras contas que se ganha quando se diz o fatídico "sim" lá em cima no altar.
Em poucas palavras: na dúvida, não faça!
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Trabalho
Se eu soubesse que casar dava tanto trabalho, talvez tivesse adiado um pouco mais esta decisão, que tende a ser definitiva e imutável.
Quer dizer, que dava trabalho eu sabia. Muitos amigos casados já haviam me dito que a coisa às vezes se complicava a ponto da vontade de voltar para a casa dos pais chegar a níveis quase incontroláveis. Mas esses mesmos amigos sustentavam que em outros momentos tudo valia a pena e qualquer sacrifício ou concessão era pequeno diante da felicidade de amar e ser amado.
O senso de justiça me impede de omitir que muitos dos meus amigos mais próximos desaconselharam totalmente o casamento. Para eles, "morar junto" já era o suficiente.
Esses mesmos amigos correm o risco de ficar nessa para sempre, o que certamente não era possível no meu caso.
Minha própria experiência mostrou que ambas opiniões estavam certas. A seu modo.
Casar "enche mesmo o saco", mas é bom demais quando tudo funciona e o excesso de cobranças e compromissos não domina a realidade.
Sim, por que ninguém merece sete dias por semana de cobranças, pagamento de contas e mau humor do parceiro.
Na verdade, nem é preciso que tudo funcione para que a vida a dois funcione. Basta que (no meu caso) a esposa esteja pronta para ouvir como foi meu dia e que me conte em detalhes como foi o seu para que o estresse diário (que nestes tempos anda saindo pelas tampas) diminua um pouco e a gente possa fazer da novela das oito um momento de cumplicidade e relaxamento a dois.
Eu e a minha mineira estamos completando cinco anos de relacionamento.
Foram pouco mais de três de namoro, um e pouco de noivado e quase um e meio de divisão do mesmo teto.
Neste período passamos por todas as experiências relatadas pelos amigos, até mesmo a briga na hora de dormir e a decisão de cada um virar para o seu lado e deixar apenas as bundas se encarando e se desafiando.
Por incrível que pareça, mesmo com pouco mais de um ano de experiência, já estou fazendo escola. Não perco nenhuma oportunidade de conversar com os amigos e colegas que estão a caminho do altar e de explicar em detalhes o que eles devem encontrar depois que disserem o "sim" e passarem a dividir banheiros, contas e gavetas de armário.
Obviamente que mesmo com caminhões de informação, eles terão que aprender suas próprias lições. O que tenho para passar para eles é apenas a minha vida e isso não precisa significar nada para alguém que teve formações, experiências e até vidas inteiras diferentes da minha.
Mas mesmo assim eu acredito que estou colaborando para o sucesso daquela união.
Sim, por que se tem uma coisa em que eu acredito é que casar vale a pena e que trabalhar dia a dia pelo sucesso da empreitada é algo que devemos fazer sem hesitação.
Uma coisa que faço questão de fazer é matar a idéia de que só com amor tudo se resolve. Infelizmente para os mais românticos, até agora tudo que tenho vivido mostra que isso só funciona nos livros e nos filmes. Aliás, nem nos filmes isso tem funcionado mais.
Por mais cínico que pareça, o amor é apenas a base do relacionamento, mas são a concessão, a compreensão, os projetos de vida, as afinidades, as rotinas complementares e até a raiva que mantém o casal unido.
É nisso que acredito, é isso que pratico (com razoável sucesso) e é isso que passo para quem acho que posso ajudar.
Não tive essa informação quando me casei e sinto que ela teria sido bem útil, mas não posso reclamar das decisões que tomei e da trajetória que tive.
Fiz como aquela universidade paulista e aprendi na prática.
E foi bom, está sendo bom e será ainda melhor.
Mas não tente me convencer de que ser pai é legal.
Ainda não consigo engolir essa idéia e me acostumar com mais uma mudança de vida.
Ainda!
Quer dizer, que dava trabalho eu sabia. Muitos amigos casados já haviam me dito que a coisa às vezes se complicava a ponto da vontade de voltar para a casa dos pais chegar a níveis quase incontroláveis. Mas esses mesmos amigos sustentavam que em outros momentos tudo valia a pena e qualquer sacrifício ou concessão era pequeno diante da felicidade de amar e ser amado.
O senso de justiça me impede de omitir que muitos dos meus amigos mais próximos desaconselharam totalmente o casamento. Para eles, "morar junto" já era o suficiente.
Esses mesmos amigos correm o risco de ficar nessa para sempre, o que certamente não era possível no meu caso.
Minha própria experiência mostrou que ambas opiniões estavam certas. A seu modo.
Casar "enche mesmo o saco", mas é bom demais quando tudo funciona e o excesso de cobranças e compromissos não domina a realidade.
Sim, por que ninguém merece sete dias por semana de cobranças, pagamento de contas e mau humor do parceiro.
Na verdade, nem é preciso que tudo funcione para que a vida a dois funcione. Basta que (no meu caso) a esposa esteja pronta para ouvir como foi meu dia e que me conte em detalhes como foi o seu para que o estresse diário (que nestes tempos anda saindo pelas tampas) diminua um pouco e a gente possa fazer da novela das oito um momento de cumplicidade e relaxamento a dois.
Eu e a minha mineira estamos completando cinco anos de relacionamento.
Foram pouco mais de três de namoro, um e pouco de noivado e quase um e meio de divisão do mesmo teto.
Neste período passamos por todas as experiências relatadas pelos amigos, até mesmo a briga na hora de dormir e a decisão de cada um virar para o seu lado e deixar apenas as bundas se encarando e se desafiando.
Por incrível que pareça, mesmo com pouco mais de um ano de experiência, já estou fazendo escola. Não perco nenhuma oportunidade de conversar com os amigos e colegas que estão a caminho do altar e de explicar em detalhes o que eles devem encontrar depois que disserem o "sim" e passarem a dividir banheiros, contas e gavetas de armário.
Obviamente que mesmo com caminhões de informação, eles terão que aprender suas próprias lições. O que tenho para passar para eles é apenas a minha vida e isso não precisa significar nada para alguém que teve formações, experiências e até vidas inteiras diferentes da minha.
Mas mesmo assim eu acredito que estou colaborando para o sucesso daquela união.
Sim, por que se tem uma coisa em que eu acredito é que casar vale a pena e que trabalhar dia a dia pelo sucesso da empreitada é algo que devemos fazer sem hesitação.
Uma coisa que faço questão de fazer é matar a idéia de que só com amor tudo se resolve. Infelizmente para os mais românticos, até agora tudo que tenho vivido mostra que isso só funciona nos livros e nos filmes. Aliás, nem nos filmes isso tem funcionado mais.
Por mais cínico que pareça, o amor é apenas a base do relacionamento, mas são a concessão, a compreensão, os projetos de vida, as afinidades, as rotinas complementares e até a raiva que mantém o casal unido.
É nisso que acredito, é isso que pratico (com razoável sucesso) e é isso que passo para quem acho que posso ajudar.
Não tive essa informação quando me casei e sinto que ela teria sido bem útil, mas não posso reclamar das decisões que tomei e da trajetória que tive.
Fiz como aquela universidade paulista e aprendi na prática.
E foi bom, está sendo bom e será ainda melhor.
Mas não tente me convencer de que ser pai é legal.
Ainda não consigo engolir essa idéia e me acostumar com mais uma mudança de vida.
Ainda!
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