Ontem vivi duas situações que me deixaram com a nítida sensação de estar no lugar errado, na hora mais errada ainda.
A primeira tinha a ver com a família: a Minha Mineira surtou por que o herdeiro ficou um dia inteiro sem se mexer e eu tive que acalmá-la e orientá-la para ir até o hospital, fazer alguns exames e garantir que o bebê estava bem.
Mesmo à distância, meu trabalho foi confortá-la, apoiá-la e, principalmente, garantir que nada de errado estava acontecendo e que era apenas preguiça do moleque.
Graças a Deus eu estava certo, mas isso não muda um pequeno problema: quem é que me conforta e acalma? A quem eu recorro para não chorar feito um desesperado? Com quem eu falo?!
Pois é, como eu não tinha resposta para nenhuma dessas perguntas, engoli minha própria vontade de gritar e assumi a minha tradicional posição de suporte emocional do casal.
Mas que deu vontade de chutar tudo e correr para o hospital, ah deu.
Já a segunda tem a ver com os relacionamentos que tenho tentado construir aqui no Norte. Tentar é o verbo que mais se adequa à situação que vivemos aqui, já que a sensação que fica é que tudo é superficial e que todos só se interessam pela última versão de software da televisão X e pelo cabo HDMI Y. Que cazzo importa o tal cabo HDMI, cuja existência eu só fui descobrir depois de chegar aqui, afinal?
Quero saber o que as pessoas sentem estando longe da família e o que elas projetam para a vida futura!
Quero que me ajudem a descobrir se vale a pena ficar!
Quero viver bem aqui no Norte!
Mas infelizmente o que eu quero importa bem pouco aqui. O negócio do povo é falar mal de quem não está e discutir se o Mac é melhor que o PC!
Aliás, a questão sobre começarem a falar mal de mim não é 'se', mas 'quando'.
Terminei o dia praticamente fazendo as malas, mas lembrei que existe uma razão para eu estar aqui enquanto quem importa está lá e eu não pretendo desperdiçar o sacrifício que todos nós estamos fazendo até agora.
Falta pouco agora!
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sexta-feira, julho 10, 2009
quinta-feira, novembro 29, 2007
Cada vez mais bonitos
Mais uma vez fui ao casamento de um amigo querido (na verdade, uma amiga) e saí com esperanças renovadas sobre o futuro dos relacionamentos humanos.
Sei que sou piegas (o que esperar de alguém que tem “Quatro Casamentos e um funeral” e “Simplesmente amor” como seus filmes favoritos”), mas quando estou em um casamento, acredito mesmo que a coisa do “felizes para sempre” pode funcionar.
Sei também que depois de umas boas doses de rotina e outras tantas de vida real, boa parte desse romantismo perde um pouco de espaço, mas isso é só até o próximo casamento. É só ver a noiva apontando lá longe e as lágrimas dos parentes durante os cumprimentos para esquecer de todas as dúvidas e ceticismos.
E nada mais renovador de esperanças do que um casamento na praia.
Tudo estava no lugar, planejado e executado nos mínimos detalhes, que é peculiar àquela pequena menina que aprendi a admirar desde os idos de 2001.
Até o noivo, com seu nervosismo e jeito de andar pendendo para os lados parecia combinar com o lugar.
Praia, amigos, felicidade e amor. Tudo combinado como o lombo assado, a couve refogada com alho e o tutu de feijão da minha sogra. Maravilha.
Apesar de curtir bastante a festa, nada havia me preparado para dois dos poucos momentos que tive com minha amiga.
O primeiro foi ver uma foto nossa, minha e dela, em um quadro pendurado na parede. Acho que é a única foto que temos juntos e senti um baita orgulho de merecer essa homenagem. Não havia muita gente nas fotos. Eram mais imagens do casal nas suas inúmeras viagens. Mas eu estava lá. E ela nos deixou ali para todo mundo ver.
Foi o máximo.
O segundo momento quase me derrubou de tão simples e inesperado.
Ela simplesmente me disse que gostou muito de eu ter ido e me estalou um beijo na bochecha. Fiquei envergonhado e emocionado. Foi simples, mas cheio de significado.
Ainda bem que ela não viu aquele “cisco” que entrou no meu olho esquerdo. E no direito também.
É por essas e outras que eu ainda acredito que o amor e o casamento valem a pena, apesar do cansaço que sinto às vezes.
Vale a pena te ter como esposa, Minha Mineira, e os casamentos dos amigos queridos só reforçam isso!
Que venham mais!
Sei que sou piegas (o que esperar de alguém que tem “Quatro Casamentos e um funeral” e “Simplesmente amor” como seus filmes favoritos”), mas quando estou em um casamento, acredito mesmo que a coisa do “felizes para sempre” pode funcionar.
Sei também que depois de umas boas doses de rotina e outras tantas de vida real, boa parte desse romantismo perde um pouco de espaço, mas isso é só até o próximo casamento. É só ver a noiva apontando lá longe e as lágrimas dos parentes durante os cumprimentos para esquecer de todas as dúvidas e ceticismos.
E nada mais renovador de esperanças do que um casamento na praia.
Tudo estava no lugar, planejado e executado nos mínimos detalhes, que é peculiar àquela pequena menina que aprendi a admirar desde os idos de 2001.
Até o noivo, com seu nervosismo e jeito de andar pendendo para os lados parecia combinar com o lugar.
Praia, amigos, felicidade e amor. Tudo combinado como o lombo assado, a couve refogada com alho e o tutu de feijão da minha sogra. Maravilha.
Apesar de curtir bastante a festa, nada havia me preparado para dois dos poucos momentos que tive com minha amiga.
O primeiro foi ver uma foto nossa, minha e dela, em um quadro pendurado na parede. Acho que é a única foto que temos juntos e senti um baita orgulho de merecer essa homenagem. Não havia muita gente nas fotos. Eram mais imagens do casal nas suas inúmeras viagens. Mas eu estava lá. E ela nos deixou ali para todo mundo ver.
Foi o máximo.
O segundo momento quase me derrubou de tão simples e inesperado.
Ela simplesmente me disse que gostou muito de eu ter ido e me estalou um beijo na bochecha. Fiquei envergonhado e emocionado. Foi simples, mas cheio de significado.
Ainda bem que ela não viu aquele “cisco” que entrou no meu olho esquerdo. E no direito também.
É por essas e outras que eu ainda acredito que o amor e o casamento valem a pena, apesar do cansaço que sinto às vezes.
Vale a pena te ter como esposa, Minha Mineira, e os casamentos dos amigos queridos só reforçam isso!
Que venham mais!
sexta-feira, outubro 05, 2007
O casório do Presidente
A cerimonialista era meio confusa e esquisita com uns trejeitos meio afrescalhados demais para o meu gosto, mas acabou dando tudo certo na cerimônia, que foi cheia de pontos altos. Do desfile da Primeira Sobrinha pela nave até o “sim” definitivo, todos se sentiram felizes com a felicidade que eles aparentavam e, certamente, sentiam. O Presidente e a Primeira Dama se casaram felizes e bem acompanhados. Nós estávamos lá para o que desse e viesse.
O trajeto até a recepção manteve a confusão. Quase ninguém sabia onde ficava o tal Templo da Sonegação e eu cansei de tentar explicar as melhores alternativas. Chegou uma hora em que desisti, coloquei a Minha Mineira no carro e fui embora.
Na verdade, toda essa reação explosiva era uma reação à urticária que me percorria dos pés à cabeça por conta da concessão que eu estava a ponto de fazer.
Pisar naquele solo de sonegação e ostentação sempre havia sido um tabu para mim, mas o motivo era mais do que nobre e eu me rendi. Deixei de lado meus preconceitos proletários e entrei de cabeça na festa.
Confesso, sem vergonha nenhuma, que não senti culpa nenhuma depois disso.
Foi ótimo ser bem atendido e curtir a festa ao lado deles. Era o Presidente que estava se casando e tudo valia a pena. Até mesmo “derrubar” oito caipirinhas de limão com Smirnoff Black. Maravilha de ressaca!
Aliás, se tem uma coisa que me impressionou nessa festa de casamento foi o atendimento do bufê. Eu não precisava pensar duas vezes em alguma coisa e lá estava ela à minha disposição. E quando o copo ficava vazio, eu mal percebia quando havia alguém deixando novos líquidos à minha disposição. Impressionante! Deve ter ficado os olhos da cara, mas foi impressionante.
Mas independente de ideais, de bebidas e de serviço, o que realmente importa é que o objetivo da celebração foi alcançado e eles iniciaram uma nova etapa da vida a dois com os dois pés direitos: um de cada metade do casal.
Espero e desejo que as mudanças que devem acontecer após a cerimônia só façam aumentar a felicidade e a satisfação por estarem dividindo suas vidas com quem amam.
E isso vale para ambos!
Longa vida para o casal presidencial!
Que Deus sempre olhe por vocês!
E que nunca falte bebida e companhia!
Da minha parte, garanto a companhia, afinal de contas Presidente, em certas ocasiões, sempre haverá dois!
O trajeto até a recepção manteve a confusão. Quase ninguém sabia onde ficava o tal Templo da Sonegação e eu cansei de tentar explicar as melhores alternativas. Chegou uma hora em que desisti, coloquei a Minha Mineira no carro e fui embora.
Na verdade, toda essa reação explosiva era uma reação à urticária que me percorria dos pés à cabeça por conta da concessão que eu estava a ponto de fazer.
Pisar naquele solo de sonegação e ostentação sempre havia sido um tabu para mim, mas o motivo era mais do que nobre e eu me rendi. Deixei de lado meus preconceitos proletários e entrei de cabeça na festa.
Confesso, sem vergonha nenhuma, que não senti culpa nenhuma depois disso.
Foi ótimo ser bem atendido e curtir a festa ao lado deles. Era o Presidente que estava se casando e tudo valia a pena. Até mesmo “derrubar” oito caipirinhas de limão com Smirnoff Black. Maravilha de ressaca!
Aliás, se tem uma coisa que me impressionou nessa festa de casamento foi o atendimento do bufê. Eu não precisava pensar duas vezes em alguma coisa e lá estava ela à minha disposição. E quando o copo ficava vazio, eu mal percebia quando havia alguém deixando novos líquidos à minha disposição. Impressionante! Deve ter ficado os olhos da cara, mas foi impressionante.
Mas independente de ideais, de bebidas e de serviço, o que realmente importa é que o objetivo da celebração foi alcançado e eles iniciaram uma nova etapa da vida a dois com os dois pés direitos: um de cada metade do casal.
Espero e desejo que as mudanças que devem acontecer após a cerimônia só façam aumentar a felicidade e a satisfação por estarem dividindo suas vidas com quem amam.
E isso vale para ambos!
Longa vida para o casal presidencial!
Que Deus sempre olhe por vocês!
E que nunca falte bebida e companhia!
Da minha parte, garanto a companhia, afinal de contas Presidente, em certas ocasiões, sempre haverá dois!
sexta-feira, maio 18, 2007
Vão com Deus
Para Edu e Nat
Tive uma conversa com o Coordenador da Comissão Técnica do Céu, meu querido amigo Judas Tadeu, e acordei uma série de táticas para quando vocês estiverem fora.
O primeiro acerto foi garantir que vocês voltem, por que visitar Boston uma vez quando o curso já tiver acabado é uma coisa, fazer dos States um destino frequente de férias é algo que nem os portenhos merecem.
Depois tratamos de temas como saúde, felicidade, diversão e coisas afins.
Achei prudente reforçar algo que vocês costumam levar muito bem. Nunca é demais uma ajuda divina em algo tão humano.

Boston
Acho que isso deve garantir que os próximos 12 meses sejam do jeito que vocês planejaram. Ou melhor, que sejam ainda melhores do que planejaram. Ou ainda que vocês deixem de lado essa besteira de planejamento e vivam a vida da forma mais feliz que puderem.
É melhor assim.
Vão com Deus meus queridos e que o sangue basco que corre nas veias de cada um de vocês garanta a emoção que a vida precisa.
Por aqui, os amigos ficarão torcendo e morrendo de saudades.
Pelo menos eu garanto a minha parcela de ambos.
Até a volta!
PS - Para descobrir coisas a fazer no tempo livre, cliquem aqui, aqui, aqui e também aqui.
Tive uma conversa com o Coordenador da Comissão Técnica do Céu, meu querido amigo Judas Tadeu, e acordei uma série de táticas para quando vocês estiverem fora.
O primeiro acerto foi garantir que vocês voltem, por que visitar Boston uma vez quando o curso já tiver acabado é uma coisa, fazer dos States um destino frequente de férias é algo que nem os portenhos merecem.
Depois tratamos de temas como saúde, felicidade, diversão e coisas afins.
Achei prudente reforçar algo que vocês costumam levar muito bem. Nunca é demais uma ajuda divina em algo tão humano.

Boston
Acho que isso deve garantir que os próximos 12 meses sejam do jeito que vocês planejaram. Ou melhor, que sejam ainda melhores do que planejaram. Ou ainda que vocês deixem de lado essa besteira de planejamento e vivam a vida da forma mais feliz que puderem.
É melhor assim.
Vão com Deus meus queridos e que o sangue basco que corre nas veias de cada um de vocês garanta a emoção que a vida precisa.
Por aqui, os amigos ficarão torcendo e morrendo de saudades.
Pelo menos eu garanto a minha parcela de ambos.
Até a volta!
PS - Para descobrir coisas a fazer no tempo livre, cliquem aqui, aqui, aqui e também aqui.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Satisfação garantida
Tenho um amigo, infelizmente não muito próximo fisicamente, que é o símbolo da perseverança e da vontade de vencer.
Ele sempre foi muito tranquilo diante das limitações e nunca demonstrou descontrole mesmo que a coisa estivesse condenada e a entrega fosse a melhor coisa a se fazer.
E não dá para dizer que ele deve sua força à família. Infelizmente, o povo dele vive em uma esfera muito mais limitada e o máximo que consegue fazer por ele é lembrá-lo da distância que ele percorreu e da dificuldade que precisou superar para conseguir aprender alguma coisa e "sair da caixa".
Um irmão que vive de micro-golpes, um pai dedicado ao século retrasado e uma mãe educada para não se manifestar não constituiam exatamente um ambiente propício à mudança, mas ninguém se lembrou de contar isso a ele e a coisa deu no que deu.
Esse meu amigo colheu maçãs na Itália, foi garçom na Inglaterra, viajou por boa parte da Europa, aprendeu mais duas línguas, voltou para o Brasil, arrumou o emprego dos sonhos antes de entrar na faculdade e finalmente conseguiu se formar e realizar um sonho pessoal, talvez o único.
Tudo isso em um fôlego só, praticamente sem parar para respirar.
Obviamente que sempre existiram problemas e crises, como o desemprego, por exemplo, mas nunca o vi desanimado ou entregue. Sempre percebi que o sucesso era algo fixo na cabeça dele e nada o faria desistir, nem mesmo a realidade.
Por sorte ele não precisou desse "empurrão" e as coisas se acertaram como deveriam: ele se acertou com aquela que sempre foi a mulher da sua vida, encomendou e recebeu uma linha mesticinha, entrou e saiu da vida de empresário e finalmente se acertou em um emprego de sonhos, pelo menos dos sonhos dele.
Tudo isso para coroar o sempre presente conflito entre a tranquilidade externa e a inquietude externa. Sim, por que ninguém que seja inquieto consegue ir em tantas direções e ainda chegar a algum lugar.
Seria incoerência pura.
Estive presente em diversos momentos felizes da vida desse cara e me considero um privilegiado por poder estar por perto para felicitá-lo e me inspirar na sua vontade de vencer.
Que Deus o proteja agora e sempre!
Ele sempre foi muito tranquilo diante das limitações e nunca demonstrou descontrole mesmo que a coisa estivesse condenada e a entrega fosse a melhor coisa a se fazer.
E não dá para dizer que ele deve sua força à família. Infelizmente, o povo dele vive em uma esfera muito mais limitada e o máximo que consegue fazer por ele é lembrá-lo da distância que ele percorreu e da dificuldade que precisou superar para conseguir aprender alguma coisa e "sair da caixa".
Um irmão que vive de micro-golpes, um pai dedicado ao século retrasado e uma mãe educada para não se manifestar não constituiam exatamente um ambiente propício à mudança, mas ninguém se lembrou de contar isso a ele e a coisa deu no que deu.
Esse meu amigo colheu maçãs na Itália, foi garçom na Inglaterra, viajou por boa parte da Europa, aprendeu mais duas línguas, voltou para o Brasil, arrumou o emprego dos sonhos antes de entrar na faculdade e finalmente conseguiu se formar e realizar um sonho pessoal, talvez o único.
Tudo isso em um fôlego só, praticamente sem parar para respirar.
Obviamente que sempre existiram problemas e crises, como o desemprego, por exemplo, mas nunca o vi desanimado ou entregue. Sempre percebi que o sucesso era algo fixo na cabeça dele e nada o faria desistir, nem mesmo a realidade.
Por sorte ele não precisou desse "empurrão" e as coisas se acertaram como deveriam: ele se acertou com aquela que sempre foi a mulher da sua vida, encomendou e recebeu uma linha mesticinha, entrou e saiu da vida de empresário e finalmente se acertou em um emprego de sonhos, pelo menos dos sonhos dele.
Tudo isso para coroar o sempre presente conflito entre a tranquilidade externa e a inquietude externa. Sim, por que ninguém que seja inquieto consegue ir em tantas direções e ainda chegar a algum lugar.
Seria incoerência pura.
Estive presente em diversos momentos felizes da vida desse cara e me considero um privilegiado por poder estar por perto para felicitá-lo e me inspirar na sua vontade de vencer.
Que Deus o proteja agora e sempre!
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