É hexa!
Hoje é dia 9 de Julho de 2006 e o Brasil é hexacampeão mundial!
Jamais, desde que passei a entender o objetivo de se matar para fazer aquela bolinha chegar até aquela redinha, eu poderia ter imaginado algo tão grandioso, feliz e gostoso como o que aconteceu hoje!
Ganhamos da Argentina! Isso mesmo! Derrotamos sem a menor dúvida àquele que é o nosso 'nemesis', ao grande adversário, ao 'outro lado'!
Ganhamos na bola e na torcida. O mar de 'amarelinhas' cantou feliz durante os dois tempos e nem o golaço do 'Quasímodo' fez diminuir a confiança do povo que vai festar até a semana que vem.
Ganhamos da Argentina e ponto final! O resto a gente decide na segunda, depois de curar a ressaca!
Mas nem tudo foi tão feliz assim.
Começamos meio 'bambos' contra a Croácia. Um a um, fora o show. Deles!
Mas não foi de todo ruim, já que os croatas se encheram de auto-confiança e acabaram empatando com os japoneses. O Brasil, com um golzinho solitário, despachou os "Socceroos" e ficou mais tranquilo.
Restou o Zico e os japas. Quase uma filial do Brasil. Mas não houve dó. 2 a 0 e a segunda fase garantida.
Os croatas ganharam a sua última partida da primeira fase e também passaram.
Segunda fase, mesma sede (Dortmund), mesma torcida e, claro, mesmo sofrimento.
A tradição do time que cresce dentro da competição não abandonou a Seleção e lá fomos nós, pobres amantes do esporte bretão, eliminar o que restava de nossas unhas e descontar todas as frustrações nos hectolitros de cerveja gelada preparados dias antes pelo anfitrião da vez.
Com o coração na mão começamos a enfrentar a República Checa e com ele na boca vimos o Nedved levar meio time e encher o gol do Marcão.
Era a primeira vez na Copa que saíamos perdendo, mas o Parreira não mexeu um músculo. Ao invés disso ele olhou para o Ronaldo e "disse": sua vez, meu querido!
Parecia um replay do jogo contra a Inglaterra na Copa passada: show dos Ronaldos e petardo do Imperador Adriano: Brasil 3 a 1 e Frankfurt como nova sede.
A mudança fez bem à Seleção. A torcida teve mais opções de lazer, a comida era melhor, a imprensa ficou mais amigável e o Kaká acordou. Na verdade, só precisávamos desta última mudança para despachar a "Fúria", mas o resto deixou a coisa ainda mais legal.
Os espanhóis até que tentaram escapar da sua sina de perdedores, mas o Príncipe não deixou. Dois gols, vários dribles, algumas corridas matadoras e o povo do Raúl teve que abaixar a cabeça e esperar pelo próximo Mundial. No final, dois a zero e o provável fim de uma geração de grandes jogadores espanhóis.
Ruim para o futebol mundial, nem tanto para o futebol brasileiro.
E a vida segue com a semi-final na Bavária.
Munique estava como sempre: cheia de música, cerveja, alemãs gordas e brazucas chapados. Essa última não é exatamente uma característica típica da cidade, mas a torcida se sentiu tão em casa, que ninguém estranhou quando eles começaram a abrir as "quentinhas" nas praças da cidade.
Pela segunda vez seguida, a bola da vez era a Inglaterra, mas desta vez não tínhamos o Lúcio para reforçar o time adversário.
Pensando melhor, talvez fosse mais fácil se ele estivesse. O primeiro tempo acabou sem gols e a torcida ficou apreensiva com algumas bolas que o Beckham acertou: duas traves, uma de cada lado e nenhuma chance para o Marcão. Se fosse no gol, um abraço.
Mas Deus é mesmo brasileiro e estava torcendo como nunca naquele dia.
O "quadrado mágico" voltou a funcionar e o Imperador quase furou a rede com uma patada de esquerda. A torcida conseguiu respirar aliviada e o Beckham novamente caiu no chão chorando. É provável que ele estivesse fazendo promessas para nunca mais ter o Brasil pela frente, mas nenhum jornalista quis colocar o seu na reta e publicar essa notícia.
No fim do dia 5 de Julho só faltava um jogo para o Hexa, apenas 90 minutos para liberar o grito do povão. Não haveria Lula, mensalão, PT ou Garotinho que tirassem o humor dos 170 milhões de técnicos de futebol que (de vez em quando) têm orgulho de serem brasileiros. Nada mais entorpecedor do que uma vitória no futebol. É a demonstração clássica do "ópio do povo", mas acho que todo mundo precisa de uma fuga de vez em quando. No dia seguinte os problemas ainda estarão lá e a necessidade de vencê-los também, por isso deve valer a pena esquecer da vida um pouquinho, vestir a surrada camisa amarela comprada no camelô e mostrar as restaurações e os espaços vagos na boca ao gritar cada gol da Seleção.
E foi exatamente o que aconteceu!
Nem todo mundo conseguiu comemorar o final do jogo. Alguns cardíacos ficaram pelo caminho, mas quem sobreviveu, celebrou. Nem Tevez, nem Messi, nem Crespo. Eles bem que tentaram, cada um com um gol, mas Deus estava do nosso lado e aquele chute do Roberto Carlos fez uma curva mais acentuada do que de costume e entrou lá onde nem a coruja chega. O "Pato" Abbondanzieri até que tentou, mas nem se ele tivesse mais dois ajudantes ali aquela bola deixaria de entrar.
Teve gente que jurou de pés juntos que uma mão meio éterea apareceu do nada e desviou a bola. Acho que isso fica na fé de cada um. Prefiro ficar com a minha e me ater ao fato de que ela entrou. Ela entrou e matou o time deles. Foi pior do que na Copa América, por que não havia pênaltis depois do gol. Era o fim do sonho do Tri e o início da festa do Hexa.
Depois dessa, tenho cada vez mais certeza de que Ele sabe o que faz e que a Comissão Técnica do Céu estava de plantão. Quem sabe até eles pagaram ingresso!
Para não seguir com as blasfêmias, resta dizer que o mundo ficou melhor depois de ganhar da Argentina. Tenho que rever meus objetivos de vida e é possível que tudo fique um pouco mais sem graça depois que eu me cansar de comemorar e de tirar um sarro deles.
Poucas coisas podem ser melhores do que isso.
Quem sabe só se ganhássemos deles de novo na próxima Copa!!
Será?
Sonhar não custa nada, torcida brasileira!
terça-feira, março 07, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
Beautiful day
Meus joelhos chegaram destruídos, meu humor estava um lixo e meu estômago estava nas costas. Ainda assim valeu a pena. Ainda assim foi bom reencontrar o U2.
Novamente foi em solo 'sagrado',mas desta vez eu abusei do contato. Praticamente me deitei no gramado e sonhei com outros shows, estes muito mais esportivos e tricolores.
A coisa toda funcionou tão bem que nem parecia que o 'lazarento' do Accioly ainda estava envolvido na organização.
Do esquema de compra de ingressos para o segundo dia, até a estrutura montada para deixar o povo se preocupando apenas com o show, tudo foi de primeira, impecável mesmo.
De ruim, só o ânimo do público com o bom show do Franz Ferdinand.
Os escoceses se esforçaram muito e eu até pulei em várias músicas, mas o que mais se ouvia ao final de cada música eram convites para que eles terminassem logo e saissem.
A noite era da Irlanda, não da Escócia.
E apesar do carisma milimetricamente coreografado do Sr. Hewson, o U2 voltou ao Brasil e novamente arrebentou.
Todo mundo cantou quase tudo. Até as mais novas deixaram o povo animado.
Eu estava praticamente no Paraíso: minha mineira estava lá, meus amigos-irmãos estavam lá e até a querida Mi de Blumenau estava lá. Só faltava a minha irmã-cineasta. Mas esperar que ela saisse da Hot Area e da frente do palco para se juntar a mim no meio do campo era amor demais. Ninguém seria louco a esse ponto e ela sempre se mostrou bem sã.
Mesmo assim, tudo foi perfeito e eu cantei como nunca.
De vez em quando tinha que suspender a minha mineira por sobre o mar de cabeças para que ela colocasse os olhos na banda, mas nem isso me desanimou.
Só parei de pular quando meus meniscos começaram a fazer mais barulho do que a guitarra do Edge. Aí sim era hora de parar e ir embora.
Mas quando eu estava fazendo isso, veio o segundo bis e com ele "All I want is you".
Desejei que o Presidente estivesse ali com a gente para relembrar uma certa noite em Campos onde a gente achava que nunca havia sido tão felizes, mas ele já estava longe, assustado com o crowd e havia perdido o momento.
Talvez ele tenha sido mais sábio, já que quase morremos amassados na saída, mas nem isso fez o evento não valer a pena.
Saí feliz como em poucas ocasiões na minha vida. O casório é hors-concours, claro. Melhor que isso, só se a banda fosse inglesa, viesse de uma certa cidade chamada Manchester e o vocalista atendesse não por um apelido, mas pelo seu sobrenome.
Aí sim seria perfeito, mas como muita gente costuma dizer, a perfeição não existe e o tempo não volta jamais.
Sendo assim, me contento com a felicidade do segundo encontro com o U2 e com mais um momento dividido com a minha mineira.
Foi só mais um da longa série que ainda vamos ter pela frente.
É só esperar.
Meus joelhos chegaram destruídos, meu humor estava um lixo e meu estômago estava nas costas. Ainda assim valeu a pena. Ainda assim foi bom reencontrar o U2.Novamente foi em solo 'sagrado',mas desta vez eu abusei do contato. Praticamente me deitei no gramado e sonhei com outros shows, estes muito mais esportivos e tricolores.
A coisa toda funcionou tão bem que nem parecia que o 'lazarento' do Accioly ainda estava envolvido na organização.Do esquema de compra de ingressos para o segundo dia, até a estrutura montada para deixar o povo se preocupando apenas com o show, tudo foi de primeira, impecável mesmo.
De ruim, só o ânimo do público com o bom show do Franz Ferdinand.
Os escoceses se esforçaram muito e eu até pulei em várias músicas, mas o que mais se ouvia ao final de cada música eram convites para que eles terminassem logo e saissem.
A noite era da Irlanda, não da Escócia.
E apesar do carisma milimetricamente coreografado do Sr. Hewson, o U2 voltou ao Brasil e novamente arrebentou.
Todo mundo cantou quase tudo. Até as mais novas deixaram o povo animado.
Eu estava praticamente no Paraíso: minha mineira estava lá, meus amigos-irmãos estavam lá e até a querida Mi de Blumenau estava lá. Só faltava a minha irmã-cineasta. Mas esperar que ela saisse da Hot Area e da frente do palco para se juntar a mim no meio do campo era amor demais. Ninguém seria louco a esse ponto e ela sempre se mostrou bem sã.
Mesmo assim, tudo foi perfeito e eu cantei como nunca.
De vez em quando tinha que suspender a minha mineira por sobre o mar de cabeças para que ela colocasse os olhos na banda, mas nem isso me desanimou.
Só parei de pular quando meus meniscos começaram a fazer mais barulho do que a guitarra do Edge. Aí sim era hora de parar e ir embora.
Mas quando eu estava fazendo isso, veio o segundo bis e com ele "All I want is you".
Desejei que o Presidente estivesse ali com a gente para relembrar uma certa noite em Campos onde a gente achava que nunca havia sido tão felizes, mas ele já estava longe, assustado com o crowd e havia perdido o momento.
Talvez ele tenha sido mais sábio, já que quase morremos amassados na saída, mas nem isso fez o evento não valer a pena.
Saí feliz como em poucas ocasiões na minha vida. O casório é hors-concours, claro. Melhor que isso, só se a banda fosse inglesa, viesse de uma certa cidade chamada Manchester e o vocalista atendesse não por um apelido, mas pelo seu sobrenome.
Aí sim seria perfeito, mas como muita gente costuma dizer, a perfeição não existe e o tempo não volta jamais.
Sendo assim, me contento com a felicidade do segundo encontro com o U2 e com mais um momento dividido com a minha mineira.
Foi só mais um da longa série que ainda vamos ter pela frente.
É só esperar.
sábado, fevereiro 18, 2006
Tio, again!
Minha querida Letícia vai ganhar um irmão.
A rebeldia da minha irmã mais velha atacou novamente e foi feita nova encomenda. Novamente independente.
Não tenho como julgar atos, mas imagino consequências. A Lelê teve a sorte de contar com dois pais e duas mães postiços, além da mãe biológica. O mesmo não vai acontecer com o futuro Pezo, mas de alguma forma isso terá que ser contornado.
Sinto um misto de alegria, apreensão e pena. Tudo isso tem suas razões óbvias, mas também está ligado ao fato de que não verei o novo sobrinho nascer e sabe lá quando poderei conhecê-lo.
Meus velhos estão mais ou menos na mesma, excluindo o estado catatônico do meu pai após receber a notícia. Acho que está grisalho demais para esse tipo de emoção.
Daria tudo para saber o que se passa na cachola dele neste momento.
Imagino que tenha muito a ver com a lance de estar longe e de não poder acolher e aconselhar. Por que esse é o papel do avô e neste momento ele é muito mais avô do que pai.
Eu queria ser um pouco mais do que tio. Queria estar lá na maternidade e poder segurar o molequinho no colo ao menos uma vez.
Queria conversar com ele em Português e receber confidências na hora de voltar para casa, como faço com a Lelê.
Queria tê-los mais perto. Queria conhecê-los mais.
Queria querer menos, esperar menos, aceitar mais.
Queria ser mais.
Queria, mas não sou e tenho que me contentar com isso.
É complicado, mas vou conseguir e minha mineira vai me ajudar.
Minha querida Letícia vai ganhar um irmão.
A rebeldia da minha irmã mais velha atacou novamente e foi feita nova encomenda. Novamente independente.
Não tenho como julgar atos, mas imagino consequências. A Lelê teve a sorte de contar com dois pais e duas mães postiços, além da mãe biológica. O mesmo não vai acontecer com o futuro Pezo, mas de alguma forma isso terá que ser contornado.
Sinto um misto de alegria, apreensão e pena. Tudo isso tem suas razões óbvias, mas também está ligado ao fato de que não verei o novo sobrinho nascer e sabe lá quando poderei conhecê-lo.
Meus velhos estão mais ou menos na mesma, excluindo o estado catatônico do meu pai após receber a notícia. Acho que está grisalho demais para esse tipo de emoção.
Daria tudo para saber o que se passa na cachola dele neste momento.
Imagino que tenha muito a ver com a lance de estar longe e de não poder acolher e aconselhar. Por que esse é o papel do avô e neste momento ele é muito mais avô do que pai.
Eu queria ser um pouco mais do que tio. Queria estar lá na maternidade e poder segurar o molequinho no colo ao menos uma vez.
Queria conversar com ele em Português e receber confidências na hora de voltar para casa, como faço com a Lelê.
Queria tê-los mais perto. Queria conhecê-los mais.
Queria querer menos, esperar menos, aceitar mais.
Queria ser mais.
Queria, mas não sou e tenho que me contentar com isso.
É complicado, mas vou conseguir e minha mineira vai me ajudar.
domingo, fevereiro 12, 2006
Para onde ir?
A minha mineira está sofrendo.
Ela está sendo forçada a abandonar uma parte da vida dela, uma parte vital e que exigiu litros de suor para ser erguida. Tudo em nome do amor, ou melhor, tudo em nome do nosso amor e da vida que estamos construindo.
Mas que amor é esse que a leva às lágrimas toda vez que ela conta a decisão para alguém?
Por que tem que ser tão doído e triste decidir que seu lugar é onde seu amor está?
De onde vem essa coisa que obriga a chorar antes de crescer?
Não dá para gostar disso. Preferia que tudo fosse mais fácil e ela não precisasse sofrer tanto.
Mas quem estou querendo enganar?
É assim desde o começo. Se não tivesse sido ela, teria sido eu. Se bem que eu me desvincularia com muita mais facilidade, mas isso não vem ao caso e é algo que eu terei que pagar até o fim.
Trata-se de outro tipo de sentimento. Algo que eu não entendo, mas acabo aceitando.
Toda a nossa trajetória apontava para essa ruptura.
Melhor seria ter desistido antes? Duvido. A nossa felicidade justifica qualquer sacrifício, mas não diminui meu descontentamento.
Me sinto responsável por aquelas lágrimas. Me sinto culpado por fazê-la abrir mão de algo que sempre foi essencial na vida, algo que eu nunca compartilharei.
Não tenho a preparação necessária para sentir isso. Meus esforços em abrir a "carapaça" jamais seriam suficientes para suportar esse tipo de empatia.
O máximo que consigo fazer é enxugar as lágrimas, abraçá-la e prometer que tudo vai dar certo.
Prometo por que acredito que as coisas vão mesmo se arredondar.
Acredito que nossa atitude vai nos recompensar e vai nos fazer passar por este capricho de Shiva.
Afinal de contas, depois de destruição vem a purificação e a reconstrução, certo?
Não sei bem se confundi as divindades, mas a idéia é bem essa. As lágrimas vão secar e podem até sobrar cicatrizes, mas a gente vai se dar bem.
E isso vai acontecer, por que eu sou Shiva e Vishnu e vou garantir a reconstrução.
E ai de quem fizer a minha mineira chorar de novo!
A minha mineira está sofrendo.
Ela está sendo forçada a abandonar uma parte da vida dela, uma parte vital e que exigiu litros de suor para ser erguida. Tudo em nome do amor, ou melhor, tudo em nome do nosso amor e da vida que estamos construindo.
Mas que amor é esse que a leva às lágrimas toda vez que ela conta a decisão para alguém?
Por que tem que ser tão doído e triste decidir que seu lugar é onde seu amor está?
De onde vem essa coisa que obriga a chorar antes de crescer?
Não dá para gostar disso. Preferia que tudo fosse mais fácil e ela não precisasse sofrer tanto.
Mas quem estou querendo enganar?
É assim desde o começo. Se não tivesse sido ela, teria sido eu. Se bem que eu me desvincularia com muita mais facilidade, mas isso não vem ao caso e é algo que eu terei que pagar até o fim.
Trata-se de outro tipo de sentimento. Algo que eu não entendo, mas acabo aceitando.
Toda a nossa trajetória apontava para essa ruptura.
Melhor seria ter desistido antes? Duvido. A nossa felicidade justifica qualquer sacrifício, mas não diminui meu descontentamento.
Me sinto responsável por aquelas lágrimas. Me sinto culpado por fazê-la abrir mão de algo que sempre foi essencial na vida, algo que eu nunca compartilharei.
Não tenho a preparação necessária para sentir isso. Meus esforços em abrir a "carapaça" jamais seriam suficientes para suportar esse tipo de empatia.
O máximo que consigo fazer é enxugar as lágrimas, abraçá-la e prometer que tudo vai dar certo.
Prometo por que acredito que as coisas vão mesmo se arredondar.
Acredito que nossa atitude vai nos recompensar e vai nos fazer passar por este capricho de Shiva.
Afinal de contas, depois de destruição vem a purificação e a reconstrução, certo?
Não sei bem se confundi as divindades, mas a idéia é bem essa. As lágrimas vão secar e podem até sobrar cicatrizes, mas a gente vai se dar bem.
E isso vai acontecer, por que eu sou Shiva e Vishnu e vou garantir a reconstrução.
E ai de quem fizer a minha mineira chorar de novo!
sábado, fevereiro 04, 2006
Balanço
Já se passaram quase cinco anos desde que tropeçamos um no outro naquele site.
Não me lembro bem qual era. Minto. Claro que me lembro, mas gosto dessa atitude meio blasé com relação a coisas sabidamente significativas.
Também se passaram mais de quatro anos desde que nos vimos pela primeira vez.
Poderia ter sido antes, mas um misto de preguiça e timidez fez as coisas andarem mais devagar. Deve ter sido melhor assim, já que acho difícil que um ambiente estranho para ambos pudesse nos deixar mais à vontade do que as atrações da minha cidade. Aqui eu reinava e pude oferecer coisas estrategicamente agradáveis e românticas. A "armadilha" perfeita. Ela caiu, eu caí em seguida e o resto é história.
O passo seguinte demorou um pouco mais. Foram necessários dois anos e alguns milhares de quilômetros rodados para que adotássemos aquele símbolo e focássemos o objetivo comum. Não foi da forma tradicional, mas foi do jeito que eu quis, que eu planejei nos mínimos detalhes, que eu ensaiei em cada palavra proferida. Mesmo fora do meu ambiente, acabei tomando conta do espetáculo e "mandando ver".
É certo que o povo dela não entendeu bem a minha sutileza. Eles estavam acostumados com muito mais pompa e cerimônia, mas a coisa toda acabou funcionando e ela ficou muito feliz. Aliás, ambos ficamos.
Estabelecido o símbolo, fui "recebido na família" e felicitado pela minha decisão.
Eu era quase um "mineiro". Faltava só o pulo final.
Quase um ano e meio depois do pedido, lá estava eu saindo debaixo da barra da saia da mãe e passando a dormir pela primeira vez naquele que seria o nosso castelo.
Foi engraçado abrir mão do jantar quentinho que sempre me esperava quando eu chegava do trabalho, das roupas lavadas e passadas e do falatório dos finais de tarde.
Mesmo que fosse uma coisa há muito desejada, morar sozinho naquela situação não era algo definitivo. Dali a poucos dias a minha mineira estaria ali comigo e dividiria tudo, até a vida.
E finalmente Setembro chegou!
Com ele chegou o grande dia, o "enforcamento", o grande pulo no abismo.
Obviamente eu não penso nisso de forma tão trágica, mas é engraçado usar esse tipo de termo para tratar algo tão complexo quanto o casamento.
Passar a compartilhar a vida com alguém é doido e fascinante ao mesmo tempo.
Deixar de lado coisas que fizeram parte da sua vida desde sempre e adotar ações que vão te acompanhar até o fim é algo, no mínimo, assustador. Mas não havia medo nas nossas mentes naquele final de tarde de sábado. Havia, claro, a tensão pelo evento e torcida para que desse tudo certo no dia, mas se pensássemos no que rolaria à partir do domingo só conseguíamos encontrar tranquilidade.
Estávamos juntos, estamos juntos e vamos continuar juntos.
Nos casamos no mês da Primavera e isso só pode ser um sinal. Deve ter algo a ver com renascimento e renovação, afinal de contas, a Mãe Natureza não teria tido tanto trabalho para encher o mundo de flores e filhotes, né?
Só não estou muito a fim de falar dos meus futuros filhotes neste momento, mas algo me diz que isso não vai durar muito e que a natureza vai nos chamar em breve.
Enquanto isso, os dias vão correndo e novos balanços vão sendo feitos.
Mas cada coisa tem o seu momento e este é o de agradecer e continuar curtindo.
Afinal de contas, eu já sabia que casar era bom.
Já se passaram quase cinco anos desde que tropeçamos um no outro naquele site.
Não me lembro bem qual era. Minto. Claro que me lembro, mas gosto dessa atitude meio blasé com relação a coisas sabidamente significativas.
Também se passaram mais de quatro anos desde que nos vimos pela primeira vez.
Poderia ter sido antes, mas um misto de preguiça e timidez fez as coisas andarem mais devagar. Deve ter sido melhor assim, já que acho difícil que um ambiente estranho para ambos pudesse nos deixar mais à vontade do que as atrações da minha cidade. Aqui eu reinava e pude oferecer coisas estrategicamente agradáveis e românticas. A "armadilha" perfeita. Ela caiu, eu caí em seguida e o resto é história.
O passo seguinte demorou um pouco mais. Foram necessários dois anos e alguns milhares de quilômetros rodados para que adotássemos aquele símbolo e focássemos o objetivo comum. Não foi da forma tradicional, mas foi do jeito que eu quis, que eu planejei nos mínimos detalhes, que eu ensaiei em cada palavra proferida. Mesmo fora do meu ambiente, acabei tomando conta do espetáculo e "mandando ver".
É certo que o povo dela não entendeu bem a minha sutileza. Eles estavam acostumados com muito mais pompa e cerimônia, mas a coisa toda acabou funcionando e ela ficou muito feliz. Aliás, ambos ficamos.
Estabelecido o símbolo, fui "recebido na família" e felicitado pela minha decisão.
Eu era quase um "mineiro". Faltava só o pulo final.
Quase um ano e meio depois do pedido, lá estava eu saindo debaixo da barra da saia da mãe e passando a dormir pela primeira vez naquele que seria o nosso castelo.
Foi engraçado abrir mão do jantar quentinho que sempre me esperava quando eu chegava do trabalho, das roupas lavadas e passadas e do falatório dos finais de tarde.
Mesmo que fosse uma coisa há muito desejada, morar sozinho naquela situação não era algo definitivo. Dali a poucos dias a minha mineira estaria ali comigo e dividiria tudo, até a vida.
E finalmente Setembro chegou!
Com ele chegou o grande dia, o "enforcamento", o grande pulo no abismo.
Obviamente eu não penso nisso de forma tão trágica, mas é engraçado usar esse tipo de termo para tratar algo tão complexo quanto o casamento.
Passar a compartilhar a vida com alguém é doido e fascinante ao mesmo tempo.
Deixar de lado coisas que fizeram parte da sua vida desde sempre e adotar ações que vão te acompanhar até o fim é algo, no mínimo, assustador. Mas não havia medo nas nossas mentes naquele final de tarde de sábado. Havia, claro, a tensão pelo evento e torcida para que desse tudo certo no dia, mas se pensássemos no que rolaria à partir do domingo só conseguíamos encontrar tranquilidade.
Estávamos juntos, estamos juntos e vamos continuar juntos.
Nos casamos no mês da Primavera e isso só pode ser um sinal. Deve ter algo a ver com renascimento e renovação, afinal de contas, a Mãe Natureza não teria tido tanto trabalho para encher o mundo de flores e filhotes, né?
Só não estou muito a fim de falar dos meus futuros filhotes neste momento, mas algo me diz que isso não vai durar muito e que a natureza vai nos chamar em breve.
Enquanto isso, os dias vão correndo e novos balanços vão sendo feitos.
Mas cada coisa tem o seu momento e este é o de agradecer e continuar curtindo.
Afinal de contas, eu já sabia que casar era bom.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Programas de casal
Cerca de 15 anos depois do lendário show na Praça do Relógio da USP, lá estava eu novamente frente a frente com o Ira! e o seu rock mais paulistano do que brasileiro.
Essa minha frase teria muito mais impacto nos anos 80 do que hoje, mas quem esteve lá sabe do que estou falando.
Algumas diferenças entre os dois shows: 15 anos de rugas, calvície e cerveja; a companhia da minha mineira (no outro eu estava sozinho); o formato acústico e o som cristalino do CIE Music Hall.
Tudo era diferente e ao mesmo tempo nada havia mudado. Era o mesmo Edgar esmerilhando e o Nasi brigando com o mundo. Era o André suando em bicas e o Gaspa com a sua discrição.
Obviamente que o show de 89 não contava com aquele monte de músicos nem com a incansável percussionista Michelle Abu, mas tenho que admitir que esse tipo de frescura não pegaria bem no final dos anos 80.
Como em todo show acústico, o público fica sentado e espremido entre gordinhos, garçons e folgados em geral.
Esse talvez tenha sido o grande ponto fraco do show, mas não dá para falar mal de um grupo que só toca sucessos e que ganha de presente (e exibe com orgulho) uma bandeira do Estado de São Paulo. É nóis!
Isso aconteceu no dia 10 de dezembro e poderia ter encerrado meu ano cultural com chave de ouro se não tivesse pintado um certo espectro na nossa frente.
Eu já tinha visto o Fantasma da ópera (tente também este link) antes. Era 1994 e eu estava em Londres. O Teatro era o Her Majesty´s e o meu lugar era praticamente um poleiro onde não havia espaço para os joelhos (e olha que eu só tenho 1.70m).
Por tudo isso, a expectativa era grande e a opinião de alguns amigos jetsetters ecoava na minha cabeça. Segundo eles, a produção era legal mas não se comparava ao original. Como eles estavam falando da Broadway, eu não fazia idéia do que se tratava. Eu ainda tinha fixa na cabeça a lembrança do barquinho "navegando" pelo palco em meio a uma névoa densa e aparentemente fria.
Chegamos ao Teatro Abril com pouca antecedência. Acho que nossa folga era de, no máximo, 20 minutos, tempo suficiente para sincronizar o passo com a tia da minha mineira e localizar o nosso posto.
Ficamos no primeiro camarote do lado esquerdo do teatro, o que se revelou como uma parcial vantagem: estávamos muito mais perto do que o povo do balcão central, mas não conseguiamos ver o que se passava no lado esquerdo do fundo do palco. Mas como dizem nos botecos da vida, o que os olhos não vêem...
Além do óbvio, o que me chamou a atenção no espetáculo foi a atriz principal, um ruiva (????) magrinha e bonita chamada Sara Sarres.
Apesar de uma certa amiga ligada às artes dizer que ela faz parte do segundo elenco, fiquei tão impressionado com a voz - e por que não dizer, com a beleza - da menina, que ergui uma parede anti-críticas e passei a considerá-la a melhor parte da noite.
Depois da companhia da minha mineira, claro.
Como já era de se esperar, o ponto que mais nos agradou - e emocionou - foi o dueto durante "All I ask of you". Para a gente, aquela era a "música do noivo" e não poderia ser diferente. Fingi que não chorei e apertei a mão da mineira para que ela tivesse certeza que ambos estávamos sintonizados na música.
Ela sim, chorou e sorriu. Mistura plenamente aceitável e altamente recompensadora.
Terminamos a noite em meio a um mar de gente, carros e táxis, driblando os flanelinhas e praticamente parando a Brigadeiro até que a minha mineira e a tia dela conseguissem entrar no carro.
Foi bom, emocionante, desopilante e mais outros antes que não me ocorrem neste momento.
Não era Londres, o Her Majesty´s Theatre ou mesmo a Broadway, mas serviu ao propósito. E muito bem por sinal.
O próximo evento da série deve ser o show da banda do senhor Hewson, mas isso é uma outra e curiosíssima estória.
Cerca de 15 anos depois do lendário show na Praça do Relógio da USP, lá estava eu novamente frente a frente com o Ira! e o seu rock mais paulistano do que brasileiro.
Essa minha frase teria muito mais impacto nos anos 80 do que hoje, mas quem esteve lá sabe do que estou falando.
Algumas diferenças entre os dois shows: 15 anos de rugas, calvície e cerveja; a companhia da minha mineira (no outro eu estava sozinho); o formato acústico e o som cristalino do CIE Music Hall.Tudo era diferente e ao mesmo tempo nada havia mudado. Era o mesmo Edgar esmerilhando e o Nasi brigando com o mundo. Era o André suando em bicas e o Gaspa com a sua discrição.
Obviamente que o show de 89 não contava com aquele monte de músicos nem com a incansável percussionista Michelle Abu, mas tenho que admitir que esse tipo de frescura não pegaria bem no final dos anos 80.
Como em todo show acústico, o público fica sentado e espremido entre gordinhos, garçons e folgados em geral.Esse talvez tenha sido o grande ponto fraco do show, mas não dá para falar mal de um grupo que só toca sucessos e que ganha de presente (e exibe com orgulho) uma bandeira do Estado de São Paulo. É nóis!
Isso aconteceu no dia 10 de dezembro e poderia ter encerrado meu ano cultural com chave de ouro se não tivesse pintado um certo espectro na nossa frente.
Eu já tinha visto o Fantasma da ópera (tente também este link) antes. Era 1994 e eu estava em Londres. O Teatro era o Her Majesty´s e o meu lugar era praticamente um poleiro onde não havia espaço para os joelhos (e olha que eu só tenho 1.70m).
Por tudo isso, a expectativa era grande e a opinião de alguns amigos jetsetters ecoava na minha cabeça. Segundo eles, a produção era legal mas não se comparava ao original. Como eles estavam falando da Broadway, eu não fazia idéia do que se tratava. Eu ainda tinha fixa na cabeça a lembrança do barquinho "navegando" pelo palco em meio a uma névoa densa e aparentemente fria.Chegamos ao Teatro Abril com pouca antecedência. Acho que nossa folga era de, no máximo, 20 minutos, tempo suficiente para sincronizar o passo com a tia da minha mineira e localizar o nosso posto.
Ficamos no primeiro camarote do lado esquerdo do teatro, o que se revelou como uma parcial vantagem: estávamos muito mais perto do que o povo do balcão central, mas não conseguiamos ver o que se passava no lado esquerdo do fundo do palco. Mas como dizem nos botecos da vida, o que os olhos não vêem...
Além do óbvio, o que me chamou a atenção no espetáculo foi a atriz principal, um ruiva (????) magrinha e bonita chamada Sara Sarres.Apesar de uma certa amiga ligada às artes dizer que ela faz parte do segundo elenco, fiquei tão impressionado com a voz - e por que não dizer, com a beleza - da menina, que ergui uma parede anti-críticas e passei a considerá-la a melhor parte da noite.
Depois da companhia da minha mineira, claro.
Como já era de se esperar, o ponto que mais nos agradou - e emocionou - foi o dueto durante "All I ask of you". Para a gente, aquela era a "música do noivo" e não poderia ser diferente. Fingi que não chorei e apertei a mão da mineira para que ela tivesse certeza que ambos estávamos sintonizados na música.
Ela sim, chorou e sorriu. Mistura plenamente aceitável e altamente recompensadora.
Terminamos a noite em meio a um mar de gente, carros e táxis, driblando os flanelinhas e praticamente parando a Brigadeiro até que a minha mineira e a tia dela conseguissem entrar no carro.Foi bom, emocionante, desopilante e mais outros antes que não me ocorrem neste momento.
Não era Londres, o Her Majesty´s Theatre ou mesmo a Broadway, mas serviu ao propósito. E muito bem por sinal.
O próximo evento da série deve ser o show da banda do senhor Hewson, mas isso é uma outra e curiosíssima estória.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Chocolate ao leite
Eles não eram muito parecidos.
Se pudéssemos misturar as peles de ambos, teríamos nas mãos algo cor-de-terra, daquelas não muito escuras, próprias para o crescimento de coisas não plantadas, mas sim acidentalmente caídas no solo.
Cada um deles contribuía com um certo matiz, ora mais claro (ou amarelado), ora mais escuro (ou cor de chocolate ao leite).
Na prática, eram pontos diferentes do espectro de luz. Mas eles não estavam preocupados com nenhum tipo de Física. Naquela relação, a matéria mais importante era a Química.
Os cabelos de ambos eram escuros, quase negros, com diferentes texturas e comprimentos, é verdade. Mesmo que não fosse nada escandaloso, cada um deles afrontava os padrões estéticos à sua maneira.
Ela com um volume fora de época, algo meio Gal na época de ouro. Ele com um jeito Andy Garcia de ser, guardadas as devidas proporções, obviamente: cabelo puxado para trás e preso por toneladas de gel.
Eles eram uma dupla, não um casal.
Sendo assim, seus encontros eram semi-clandestinos e discretos. Mais para não despertar a curiosidade dos colegas de trabalho do que para enganar eventuais parceiros. Eles não tinham parceiros, a não ser um ao outro.
E era uma boa parceria: muito cinema, pouca comida, nada de bebida, muita conversa e uma cama para unir as pontas.
A parceria durou mesmo depois dele sair da empresa.
Algo melhor o aguardava em outro lugar, mas ele não quis abrir mão daquele cheiro diferente que a pele dela tinha.
A já mencionada pele de chocolate ao leite tinha um perfume diferente, algo de especiaria. Não dava para dizer se era canela, apesar de lembrar bastante o sabor quando ele estava de olhos fechados. Era diferente das coisas feitas pelo homem e isso o instigava.
A coisa que ele mais gostava de fazer quando a tinha nua, de bruços na cama, era cheirar seu corpo todo. E ela também gostava de exibir seu odor, principalmente depois do banho. Era um exercício de erotismo bem diferente da cópula e do paladar.
Mesmo com o prazer do perfume, da pele e da companhia dela, os encontros foram rareando e pararam. Ele havia conhecido outros tons e outros odores e ela desistiu de trazê-lo de volta.
Ela sentia que ele nunca havia sido seu de verdade e ele se foi. Foi para nunca mais voltar, mesmo que a vontade apertasse e o número dela ainda estivesse à disposição.
Ele sabia que não havia volta e que moça de pele de chocolate ao leite encontraria seu caminho em breve.
E assim foi.
Afinal de contas, eles nunca foram um casal.
Entre eles, era só cheiro.
Eles não eram muito parecidos.
Se pudéssemos misturar as peles de ambos, teríamos nas mãos algo cor-de-terra, daquelas não muito escuras, próprias para o crescimento de coisas não plantadas, mas sim acidentalmente caídas no solo.
Cada um deles contribuía com um certo matiz, ora mais claro (ou amarelado), ora mais escuro (ou cor de chocolate ao leite).
Na prática, eram pontos diferentes do espectro de luz. Mas eles não estavam preocupados com nenhum tipo de Física. Naquela relação, a matéria mais importante era a Química.
Os cabelos de ambos eram escuros, quase negros, com diferentes texturas e comprimentos, é verdade. Mesmo que não fosse nada escandaloso, cada um deles afrontava os padrões estéticos à sua maneira.
Ela com um volume fora de época, algo meio Gal na época de ouro. Ele com um jeito Andy Garcia de ser, guardadas as devidas proporções, obviamente: cabelo puxado para trás e preso por toneladas de gel.
Eles eram uma dupla, não um casal.
Sendo assim, seus encontros eram semi-clandestinos e discretos. Mais para não despertar a curiosidade dos colegas de trabalho do que para enganar eventuais parceiros. Eles não tinham parceiros, a não ser um ao outro.
E era uma boa parceria: muito cinema, pouca comida, nada de bebida, muita conversa e uma cama para unir as pontas.
A parceria durou mesmo depois dele sair da empresa.
Algo melhor o aguardava em outro lugar, mas ele não quis abrir mão daquele cheiro diferente que a pele dela tinha.
A já mencionada pele de chocolate ao leite tinha um perfume diferente, algo de especiaria. Não dava para dizer se era canela, apesar de lembrar bastante o sabor quando ele estava de olhos fechados. Era diferente das coisas feitas pelo homem e isso o instigava.
A coisa que ele mais gostava de fazer quando a tinha nua, de bruços na cama, era cheirar seu corpo todo. E ela também gostava de exibir seu odor, principalmente depois do banho. Era um exercício de erotismo bem diferente da cópula e do paladar.
Mesmo com o prazer do perfume, da pele e da companhia dela, os encontros foram rareando e pararam. Ele havia conhecido outros tons e outros odores e ela desistiu de trazê-lo de volta.
Ela sentia que ele nunca havia sido seu de verdade e ele se foi. Foi para nunca mais voltar, mesmo que a vontade apertasse e o número dela ainda estivesse à disposição.
Ele sabia que não havia volta e que moça de pele de chocolate ao leite encontraria seu caminho em breve.
E assim foi.
Afinal de contas, eles nunca foram um casal.
Entre eles, era só cheiro.
domingo, janeiro 22, 2006
Formas e tamanhos
"Que atire a primeira pedra aquele que nunca transou ou ao menos beijou uma moça, digamos, gordinha, fofinha ou apenas um pouco mais carnuda do que o padrão anoréxico atual!"
Essa era a pergunta esdrúxula que pintou na mesa do Original em uma das tradicionais quintas-feiras só para meninos.
Obviamente, eu e o Paraguaio lideramos de longe a contagem de experiências menos formosas esteticamente. Somos bagaceiros assumidos e orgulhosos. No bom sentido, claro, já que temos espelho em casa e sabemos que a beleza é algo extremamente variável de mente a mente.
Já o Presidente seguiu mais uma linha Rodrigo Santoro de ser: dificilmente ele fica com mulheres feias. Ao menos não que ele se lembre, o que não significa muita coisa se levarmos em consideração a quantidade de álcool que esse rapaz já colocou para dentro do organismo.
Mesmo ele tem algo que contar.
Infelizmente o mesmo não pode ser dito do X. Ele não aparenta ter muita coisa o que dizer nesse tipo de assunto. Ou não tem ou não quer divulgar.
Em uma roda de amigos onde o assunto é mulher, isso dá mais ou menos na mesma.
Na verdade, me parece que o X não tem muito o que dizer nem se pensarmos só em mulheres bonitas. Algo trava o HD e ele não participa com a gente.
Ele apenas ri e diz que nosso setpoint é muito baixo.
Isso é algo que não daria para negar nem see quiséssemos, mas será que não é melhor bagacear de vez em quando do que transar consigo mesmo em quase todas as ocasiões?
Felizmente eu não sou ninguém para condená-lo. Apenas me preocupo com ele e tento colocá-lo em situações de risco de vez em quando.
Normalmente não acontece nada, mas a esperança é última que morre, principalmente neste mundo onde as mulheres cada vez mais gostam de tomar a iniciativa.
Sei que essa postura vem-ni-mim não costuma dar muito certo, mas talvez valha a pena arriscar.
Como eu não gosto muito de esperar as coisas cairem do céu, prefiro experimentar antes de dizer que não gosto. Foi assim que tropecei na minha mineira lá nas distâncias do Triângulo e foi assim que banquei o lance e virei um homem casado.
Mas cada um tem que escrever a sua história e cada um é responsável pelos capítulos que ela tiver.
No meu caso, o livro é basicamente uma comédia de erros, mas posso garantir que valeu a pena viver cada mico registrado nele.
Do contrário, que tipo de estórias eu vou conseguir contar para os meus netos?
"Que atire a primeira pedra aquele que nunca transou ou ao menos beijou uma moça, digamos, gordinha, fofinha ou apenas um pouco mais carnuda do que o padrão anoréxico atual!"
Essa era a pergunta esdrúxula que pintou na mesa do Original em uma das tradicionais quintas-feiras só para meninos.
Obviamente, eu e o Paraguaio lideramos de longe a contagem de experiências menos formosas esteticamente. Somos bagaceiros assumidos e orgulhosos. No bom sentido, claro, já que temos espelho em casa e sabemos que a beleza é algo extremamente variável de mente a mente.
Já o Presidente seguiu mais uma linha Rodrigo Santoro de ser: dificilmente ele fica com mulheres feias. Ao menos não que ele se lembre, o que não significa muita coisa se levarmos em consideração a quantidade de álcool que esse rapaz já colocou para dentro do organismo.
Mesmo ele tem algo que contar.
Infelizmente o mesmo não pode ser dito do X. Ele não aparenta ter muita coisa o que dizer nesse tipo de assunto. Ou não tem ou não quer divulgar.
Em uma roda de amigos onde o assunto é mulher, isso dá mais ou menos na mesma.
Na verdade, me parece que o X não tem muito o que dizer nem se pensarmos só em mulheres bonitas. Algo trava o HD e ele não participa com a gente.
Ele apenas ri e diz que nosso setpoint é muito baixo.
Isso é algo que não daria para negar nem see quiséssemos, mas será que não é melhor bagacear de vez em quando do que transar consigo mesmo em quase todas as ocasiões?
Felizmente eu não sou ninguém para condená-lo. Apenas me preocupo com ele e tento colocá-lo em situações de risco de vez em quando.
Normalmente não acontece nada, mas a esperança é última que morre, principalmente neste mundo onde as mulheres cada vez mais gostam de tomar a iniciativa.
Sei que essa postura vem-ni-mim não costuma dar muito certo, mas talvez valha a pena arriscar.
Como eu não gosto muito de esperar as coisas cairem do céu, prefiro experimentar antes de dizer que não gosto. Foi assim que tropecei na minha mineira lá nas distâncias do Triângulo e foi assim que banquei o lance e virei um homem casado.
Mas cada um tem que escrever a sua história e cada um é responsável pelos capítulos que ela tiver.
No meu caso, o livro é basicamente uma comédia de erros, mas posso garantir que valeu a pena viver cada mico registrado nele.
Do contrário, que tipo de estórias eu vou conseguir contar para os meus netos?
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Aos herdeiros
Parece que eles combinaram.
Tenho a nítida impressão que muitos dos meus amigos se reuniram em algum tipo de sociedade secreta e decidiram que o mundo estava meio sem graça e que era necessário repovoá-lo e colori-lo.
Só isso explica a chegada da Julia "Punk Rock" e as encomendas feitas pelo meu Galahad, pelo Mestre das Mulheres, pelo grande amigo do Sul que tem nome de ator e pela mais velha das minhas cunhadas mineiras.
2006 terá uma avalanche de "sobrinhos" e eu aqui acabando de entrar na vida de gente grande.
Confesso que dá para ter medo, dá para ter muito medo do que vem por aí.
Obviamente isso fez com que o assunto fizesse parte de um monte de conversas com a minha mineira. Mesmo durante o sexo ela acaba dizendo algo relativo a parar de fazer só por prazer.
Acho que sou voto vencido na lendária tentativa de trocar um casal de filhos por um Labrador e um Golden Retriever. Não vai colar.
A minha mineira já declarou em alto e bom som que quer ficar gorda e barriguda e que ser mãe é mais um dos seus sonhos desde sempre.
Como entrei nessa para fazê-la feliz (e não exatamente para cuidar da minha própria felicidade), acho que não vai ter negociação nem compensação. Terei mesmo que perder noites de sono, dias de descanso e tranquilidade econômica.
O mais curioso disso tudo é que quem já passou pelo martírio diz que vale cada segundo mal dormido.
Será?
Parece que eles combinaram.
Tenho a nítida impressão que muitos dos meus amigos se reuniram em algum tipo de sociedade secreta e decidiram que o mundo estava meio sem graça e que era necessário repovoá-lo e colori-lo.
Só isso explica a chegada da Julia "Punk Rock" e as encomendas feitas pelo meu Galahad, pelo Mestre das Mulheres, pelo grande amigo do Sul que tem nome de ator e pela mais velha das minhas cunhadas mineiras.
2006 terá uma avalanche de "sobrinhos" e eu aqui acabando de entrar na vida de gente grande.
Confesso que dá para ter medo, dá para ter muito medo do que vem por aí.
Obviamente isso fez com que o assunto fizesse parte de um monte de conversas com a minha mineira. Mesmo durante o sexo ela acaba dizendo algo relativo a parar de fazer só por prazer.
Acho que sou voto vencido na lendária tentativa de trocar um casal de filhos por um Labrador e um Golden Retriever. Não vai colar.
A minha mineira já declarou em alto e bom som que quer ficar gorda e barriguda e que ser mãe é mais um dos seus sonhos desde sempre.
Como entrei nessa para fazê-la feliz (e não exatamente para cuidar da minha própria felicidade), acho que não vai ter negociação nem compensação. Terei mesmo que perder noites de sono, dias de descanso e tranquilidade econômica.
O mais curioso disso tudo é que quem já passou pelo martírio diz que vale cada segundo mal dormido.
Será?
segunda-feira, janeiro 09, 2006
2006

Este ano começou tão bem para mim que resolvi criar um símbolo para os 12 meses que estão por vir.
Achei que seria legal escolher uma imagem da pequena Julia "Punk Rock" Nasi para embalar as noitadas, jantares, risadas, amores e momentos felizes que certamente estão no nosso caminho e no caminho dos nossos.
Sem apelar para as facilidades da fé, este ano vai der "duca"!
E vai ser por que eu quero que seja e por que vou fazer acontecer. Nada vai me parar. Nada vai me atrapalhar.
Neste ano, tudo vai dar ainda mais certo
É so esperar e ver.

Este ano começou tão bem para mim que resolvi criar um símbolo para os 12 meses que estão por vir.
Achei que seria legal escolher uma imagem da pequena Julia "Punk Rock" Nasi para embalar as noitadas, jantares, risadas, amores e momentos felizes que certamente estão no nosso caminho e no caminho dos nossos.
Sem apelar para as facilidades da fé, este ano vai der "duca"!
E vai ser por que eu quero que seja e por que vou fazer acontecer. Nada vai me parar. Nada vai me atrapalhar.
Neste ano, tudo vai dar ainda mais certo
É so esperar e ver.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Esquisito
Eu nunca tinha visto coisa igual.
Uma a uma ou em casais, as pessoas iam se levantando e saindo da sala de cinema com um ar de revolta que eu só acharia pertinente em uma exibição de “O império dos sentidos” em pleno Vaticano. E o filme não havia começado a mais do que cinco minutos!
Infelizmente eu não conseguia ouvir as conversas, mas posso apostar um braço que mais de um casal dormiu brigado pela escolha daquele filme.
O bom disso tudo é que eu fiquei até o final e acabei até gostando de “A noiva cadáver”.
Obviamente que não foi o melhor filme da minha vida, mas acho que entendi bem o que o Tim Burton quis passar e curti boa parte daquela coisa medonha e engraçadamente aterrorizante.
Ou alguém conhece outro termo mais adequado para uma noiva que tem um senhor quadril e uma perna com ossos à mostra?
Algumas lições que ganhei com a minha persistência:
- o Johnny Depp é o cara mais amado pelos diretores esquisitões, principalmente o Tim Burton;
- animações em stop motion não são para crianças ou pessoas que escolhem seus filmes na hora de comprar os ingressos;
- até mesmo adolescentes indóceis podem se comportar em sociedade enquanto fingem que entendem um filme esquisitão;
- pipocas com manteiga mancham bermudas de sarja.
Esse último aprendizado está meio deslocado dos demais, mas como surgiu na mesma ocasião, achei que não havia mal em relacioná-lo.
Acho que próximo filme esquisito a enfrentar será o “Crônicas de Nárnia”.
Isso se a minha irmã cineasta não me convencer a ir com ela a alguma mostra de cinema cingalês ou coisa que o valha.
De qualquer maneira, não sair da sala nos cinco primeiros minutos continuará sendo uma questão de honra.
Eu nunca tinha visto coisa igual.
Uma a uma ou em casais, as pessoas iam se levantando e saindo da sala de cinema com um ar de revolta que eu só acharia pertinente em uma exibição de “O império dos sentidos” em pleno Vaticano. E o filme não havia começado a mais do que cinco minutos!
Infelizmente eu não conseguia ouvir as conversas, mas posso apostar um braço que mais de um casal dormiu brigado pela escolha daquele filme.
O bom disso tudo é que eu fiquei até o final e acabei até gostando de “A noiva cadáver”.Obviamente que não foi o melhor filme da minha vida, mas acho que entendi bem o que o Tim Burton quis passar e curti boa parte daquela coisa medonha e engraçadamente aterrorizante.
Ou alguém conhece outro termo mais adequado para uma noiva que tem um senhor quadril e uma perna com ossos à mostra?
Algumas lições que ganhei com a minha persistência:
- o Johnny Depp é o cara mais amado pelos diretores esquisitões, principalmente o Tim Burton;
- animações em stop motion não são para crianças ou pessoas que escolhem seus filmes na hora de comprar os ingressos;
- até mesmo adolescentes indóceis podem se comportar em sociedade enquanto fingem que entendem um filme esquisitão;
- pipocas com manteiga mancham bermudas de sarja.
Esse último aprendizado está meio deslocado dos demais, mas como surgiu na mesma ocasião, achei que não havia mal em relacioná-lo.
Acho que próximo filme esquisito a enfrentar será o “Crônicas de Nárnia”.
Isso se a minha irmã cineasta não me convencer a ir com ela a alguma mostra de cinema cingalês ou coisa que o valha.
De qualquer maneira, não sair da sala nos cinco primeiros minutos continuará sendo uma questão de honra.
terça-feira, dezembro 20, 2005
segunda-feira, dezembro 19, 2005
No topo do mundo
Agora não dá mais para se considerar "o único campeão mundial da Fifa".
Agora já dá para dizer que nenhum outro clube brasileiro ganhou tanto.
Agora já dá para dominar o mundo.
E que o próximo europeu que cruzar o caminho do tricolor pense um pouco melhor antes de considerar "imbatível".
São Paulo tricampeão mundial interclubes!
E tenho dito!
Agora não dá mais para se considerar "o único campeão mundial da Fifa".
Agora já dá para dizer que nenhum outro clube brasileiro ganhou tanto.
Agora já dá para dominar o mundo.
E que o próximo europeu que cruzar o caminho do tricolor pense um pouco melhor antes de considerar "imbatível".
São Paulo tricampeão mundial interclubes!
E tenho dito!
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Acerto de contas
Eu gosto do Cameron Crowe e não abro. E isso não tem muito a ver com o passado dele na Rolling Stone e na vida do Led Zeppelin. Gosto do cara por que ele conta estórias que consigo entender. Ele conta estórias de caras miseravelmente comuns, assim como eu.
Não gosto da Rolling Stone pela falta de fotos e acho que o Led já fez a sua parte, por isso me resta lembrar de “Singles”, “Quase famosos” e da Nancy Wilson, a esposa do cara, guitarrista da minha bem amada banda Heart”.
Minha última aquisição na coleção Crowe foi “Tudo acontece em Elisabethtown”.
Um cara comum, uma menina incomum e um problema afetivo.
Poderia ser a minha vida, mas não era e fico aliviado com isso. Não estou preparado para ser um “blockbuster”. Ainda não dá para abrir minha vida desse jeito.
O cara tem saudade do que não viveu com o pai e se lamenta por não ter mais chances de tirar o atraso. A partida do velho matou uma parte do futuro, mas acabou abrindo outra porta, que ele reluta em entrar, até que....
Não sou (tão) safado a ponto de contar o filme inteiro aqui, mas digo que para mim valeu a pena ver aquilo tudo e sentir um pouco mais de certeza que estou no caminho certo.
O cara comum do filme é o Legolas, ops, o Orlando Bloom e só isso bastaria para que os críticos caíssem de pau questionando a validade da estória.
Como é que um cara como o Orlando Bloom pode ser comum?
Mas tirando esse detalhe impertinente, até que a estória cola. Ou não cola, mas quem se importa?
Eu não, já que não vou ao cinema para ver a realidade. Prefiro me divertir, ou quem sabe sonhar.
Nesse filme fiquei com a parte da diversão, mas me identifiquei e saí mais feliz.
A música ajudou, a minha mineira ajudou e a Kirsten Dunst e seus dentes tortos também ajudaram.
E a vida segue seu curso, miseravelmente comum como tem que ser. Ao menos a minha é assim e não adianta a Miss K me chamar de complexo.
Sou comum e pronto!
Jamais fiz uma viagem com o meu velho, mas ainda há tempo. Espero que haja mesmo, mas por via das dúvidas, vou providenciar algo temporário até que possa levá-lo até a Cidade Luz. Esse sempre foi o sonho de consumo dele, desde a bagunça de 1968 e as primaveras no Leste e vou ficar muito feliz se conseguir dar esse presente ao Velho Pezo.
Talvez ele gostasse mais de conseguir voltar para a terra natal, mas aí a coisa fica maior do que eu.
Melhor pensar só em Paris mesmo e continuar focando nos números.
E que Ele diga quando é a data do embarque.
Eu gosto do Cameron Crowe e não abro. E isso não tem muito a ver com o passado dele na Rolling Stone e na vida do Led Zeppelin. Gosto do cara por que ele conta estórias que consigo entender. Ele conta estórias de caras miseravelmente comuns, assim como eu.
Não gosto da Rolling Stone pela falta de fotos e acho que o Led já fez a sua parte, por isso me resta lembrar de “Singles”, “Quase famosos” e da Nancy Wilson, a esposa do cara, guitarrista da minha bem amada banda Heart”.
Minha última aquisição na coleção Crowe foi “Tudo acontece em Elisabethtown”.Um cara comum, uma menina incomum e um problema afetivo.
Poderia ser a minha vida, mas não era e fico aliviado com isso. Não estou preparado para ser um “blockbuster”. Ainda não dá para abrir minha vida desse jeito.
O cara tem saudade do que não viveu com o pai e se lamenta por não ter mais chances de tirar o atraso. A partida do velho matou uma parte do futuro, mas acabou abrindo outra porta, que ele reluta em entrar, até que....
Não sou (tão) safado a ponto de contar o filme inteiro aqui, mas digo que para mim valeu a pena ver aquilo tudo e sentir um pouco mais de certeza que estou no caminho certo.
O cara comum do filme é o Legolas, ops, o Orlando Bloom e só isso bastaria para que os críticos caíssem de pau questionando a validade da estória.Como é que um cara como o Orlando Bloom pode ser comum?
Mas tirando esse detalhe impertinente, até que a estória cola. Ou não cola, mas quem se importa?
Eu não, já que não vou ao cinema para ver a realidade. Prefiro me divertir, ou quem sabe sonhar.
Nesse filme fiquei com a parte da diversão, mas me identifiquei e saí mais feliz.A música ajudou, a minha mineira ajudou e a Kirsten Dunst e seus dentes tortos também ajudaram.
E a vida segue seu curso, miseravelmente comum como tem que ser. Ao menos a minha é assim e não adianta a Miss K me chamar de complexo.
Sou comum e pronto!
Jamais fiz uma viagem com o meu velho, mas ainda há tempo. Espero que haja mesmo, mas por via das dúvidas, vou providenciar algo temporário até que possa levá-lo até a Cidade Luz. Esse sempre foi o sonho de consumo dele, desde a bagunça de 1968 e as primaveras no Leste e vou ficar muito feliz se conseguir dar esse presente ao Velho Pezo.
Talvez ele gostasse mais de conseguir voltar para a terra natal, mas aí a coisa fica maior do que eu.
Melhor pensar só em Paris mesmo e continuar focando nos números.
E que Ele diga quando é a data do embarque.
domingo, novembro 20, 2005
Por la unidad?
Até nisso os brasileiros acabam não sendo latinos.
Enquanto meu povo lamenta mais um fracasso e os quase vizinhos uruguaios perdem nos pênaltis para a Austrália, o País do Futebol se dá ao luxo de jogar com preguiça e meter 8 a 0 em um time de amadores.
Não me admira que (nós) os brazucas adorem(os) falar de música latina e só pensar nos “hispanohablantes”.
Para que se misturar com perdedores?
Até nisso os brasileiros acabam não sendo latinos.
Enquanto meu povo lamenta mais um fracasso e os quase vizinhos uruguaios perdem nos pênaltis para a Austrália, o País do Futebol se dá ao luxo de jogar com preguiça e meter 8 a 0 em um time de amadores.
Não me admira que (nós) os brazucas adorem(os) falar de música latina e só pensar nos “hispanohablantes”.
Para que se misturar com perdedores?
sábado, novembro 12, 2005
Nós, os loosers
Estou terminando de ler um livro do Jabor.
Nunca tinha me interessado em ler coisas dele por achá-lo ranzinza demais, mas como foi um presente de aniversário do Gerson e da Sô e me sinto sensivelmente próximo e meio responsável por esse casal, achei que valia a pena dar um chance ao cara.
Continuo achando que o cara é ranzinza demais, mas descobri um lado looser que me deixou agradavelmente identificado. E os momentos loosers da infância dele no Rio são bastante numerosos no tal "Amor é prosa, sexo é poesia".

Assim com ele, eu também vivi dezenas de amores imaginários e paixões platônicas.
Eu frequentemente me "apaixonava" pela menina mais popular da sala de aula ou ficava babando pela vizinha que me dava carona para a escola.
Invariavelmente a situação acabava em nada e eu seguia meu caminho de colecionador de fracassos.
Acho que o Jabor entende muito bem o que é começar bem mais tarde do que os amigos e sempre ser taxado como lento e até "caso perdido". Esse era ele e esse era eu.
Uso o verbo no passado por que agora eu estou um pouco diferente.
Não digo isso só pelo fato de estar casado com uma bela mulher, mais bela aliás do que a quase totalidade das minhas "companheiras" anteriores. Reforço o passado por que me lembro da minha irregular vida de conquistador que sempre alternou momento da mais deslavada putaria com meses e meses de secura, timidez e solidão.
Usando a linguagem mais popular que me permito colocar aqui, eu não pegava nem resfriado.
Mas tudo muda.
Até minha intolerância pelo Jabor mudou. Hoje até posso dizer que gosto do jeito rebuscado que ele tem.
Mas continuo achando que ele é bem chato quando quer mudar o mundo e criticar a tudo e todos.
Não digo que ele não tenha razão em tentar e espernear, mas como leitor, tenho o direito de dizer que tem outras pessoas fazendo isso melhor e que desejo sinceramente que ele só deixe seu lado looser escrever daqui para a frente.
Tem muito mais a ver comigo.
Estou terminando de ler um livro do Jabor.
Nunca tinha me interessado em ler coisas dele por achá-lo ranzinza demais, mas como foi um presente de aniversário do Gerson e da Sô e me sinto sensivelmente próximo e meio responsável por esse casal, achei que valia a pena dar um chance ao cara.
Continuo achando que o cara é ranzinza demais, mas descobri um lado looser que me deixou agradavelmente identificado. E os momentos loosers da infância dele no Rio são bastante numerosos no tal "Amor é prosa, sexo é poesia".

Assim com ele, eu também vivi dezenas de amores imaginários e paixões platônicas.
Eu frequentemente me "apaixonava" pela menina mais popular da sala de aula ou ficava babando pela vizinha que me dava carona para a escola.
Invariavelmente a situação acabava em nada e eu seguia meu caminho de colecionador de fracassos.
Acho que o Jabor entende muito bem o que é começar bem mais tarde do que os amigos e sempre ser taxado como lento e até "caso perdido". Esse era ele e esse era eu.
Uso o verbo no passado por que agora eu estou um pouco diferente.
Não digo isso só pelo fato de estar casado com uma bela mulher, mais bela aliás do que a quase totalidade das minhas "companheiras" anteriores. Reforço o passado por que me lembro da minha irregular vida de conquistador que sempre alternou momento da mais deslavada putaria com meses e meses de secura, timidez e solidão.
Usando a linguagem mais popular que me permito colocar aqui, eu não pegava nem resfriado.
Mas tudo muda.
Até minha intolerância pelo Jabor mudou. Hoje até posso dizer que gosto do jeito rebuscado que ele tem.
Mas continuo achando que ele é bem chato quando quer mudar o mundo e criticar a tudo e todos.
Não digo que ele não tenha razão em tentar e espernear, mas como leitor, tenho o direito de dizer que tem outras pessoas fazendo isso melhor e que desejo sinceramente que ele só deixe seu lado looser escrever daqui para a frente.
Tem muito mais a ver comigo.
terça-feira, outubro 25, 2005
Álbuns
Dia desses eu estava revendo meus antigos álbuns de fotografias.
Deve ter algo a ver com a mudança de vida e com o novo capítulo que estou experimentando.
Nas fotos eu vi a vida de gente que não sei mais onde está, mas que me deixou fazer parte da sua vida durante algum tempo e com mais ou menos profundidade.
Fazer parte da vida de alguém significa bem mais do que ser apenas amigo. Significa algo esdrúxulo como ser representado por aquela ruga no canto do olho ou o cabelo branco na têmpora. É algo que fica, apesar das tinturas e cremes milagrosos da Avon.
Minha vida em fotos passou meio em branco até 87, quando comecei o colegial.
Quase não tenho imagens daquela época e a maioria é de eventos familiares. Acho que é assim mesmo que tem que ser. Afinal de contas, fazer parte da vida da família é algo quase que obrigatório, apesar da encheção que rola em 100% delas.
O Orkut também tem ajudado a aumentar essa sensação com a aproximação de gente que conheci antes de entender o que era a fotografia. O povo da Escola Paulista é o melhor exemplo disso. Talvez até isso renda um encontro para o ano que vem, mas vamos deixar as coisas acontecerem devagar.
Nos álbuns eu vi a vida de gente que se afastou há tempos e que deixou pouca coisa além da imagem e de alguma (muita?) lembrança infantilmente gostosa.
Lembrei do povo do PV, do Sul, do Albino, do Italiano e do Eurocentre.
Lembrei também do povo do Mack e da Diretoria, mas esses ainda trocam participações nas vidas comigo e por isso não foram arquivados como lembranças. Esses são realidade.
E por fala em realidade, chego finalmente ao álbum que estou construindo com a minha mineira. Já são dezenas de fotos desde que tropeçamos um no outro. Devemos chegar perto das centenas e não parece que estamos cansados delas.
Nosso álbum diz que fazemos parte da vida um do outro e que ainda há espaço para muito filme e muita memória de máquina digital.
Fico pensando em como será nosso álbum daqui há alguns anos.
Será a pequena Julia, sobrinha do Presidente, vai estar em muitas fotos?
Será que a minha amada Letícia vai dar as caras?
Será que nós vamos dar a nossa contribuição com algum Labrador ou Golden Retrivier?
Não dá para saber. Apenas dá para querer e fazer acontecer. Conforme a vontade D´Ele, claro, mas a nossa parte a gente faz.
E que os ventos do futuro tragam para perto mais vidas das quais fiz parte nos meus álbuns.
Quero que elas me contem para onde as vidas deles andaram e o que ficou do álbum que compartilhamos.
Tenho certeza de que vai ser divertido.
Dia desses eu estava revendo meus antigos álbuns de fotografias.
Deve ter algo a ver com a mudança de vida e com o novo capítulo que estou experimentando.
Nas fotos eu vi a vida de gente que não sei mais onde está, mas que me deixou fazer parte da sua vida durante algum tempo e com mais ou menos profundidade.
Fazer parte da vida de alguém significa bem mais do que ser apenas amigo. Significa algo esdrúxulo como ser representado por aquela ruga no canto do olho ou o cabelo branco na têmpora. É algo que fica, apesar das tinturas e cremes milagrosos da Avon.
Minha vida em fotos passou meio em branco até 87, quando comecei o colegial.
Quase não tenho imagens daquela época e a maioria é de eventos familiares. Acho que é assim mesmo que tem que ser. Afinal de contas, fazer parte da vida da família é algo quase que obrigatório, apesar da encheção que rola em 100% delas.
O Orkut também tem ajudado a aumentar essa sensação com a aproximação de gente que conheci antes de entender o que era a fotografia. O povo da Escola Paulista é o melhor exemplo disso. Talvez até isso renda um encontro para o ano que vem, mas vamos deixar as coisas acontecerem devagar.
Nos álbuns eu vi a vida de gente que se afastou há tempos e que deixou pouca coisa além da imagem e de alguma (muita?) lembrança infantilmente gostosa.
Lembrei do povo do PV, do Sul, do Albino, do Italiano e do Eurocentre.
Lembrei também do povo do Mack e da Diretoria, mas esses ainda trocam participações nas vidas comigo e por isso não foram arquivados como lembranças. Esses são realidade.
E por fala em realidade, chego finalmente ao álbum que estou construindo com a minha mineira. Já são dezenas de fotos desde que tropeçamos um no outro. Devemos chegar perto das centenas e não parece que estamos cansados delas.
Nosso álbum diz que fazemos parte da vida um do outro e que ainda há espaço para muito filme e muita memória de máquina digital.
Fico pensando em como será nosso álbum daqui há alguns anos.
Será a pequena Julia, sobrinha do Presidente, vai estar em muitas fotos?
Será que a minha amada Letícia vai dar as caras?
Será que nós vamos dar a nossa contribuição com algum Labrador ou Golden Retrivier?
Não dá para saber. Apenas dá para querer e fazer acontecer. Conforme a vontade D´Ele, claro, mas a nossa parte a gente faz.
E que os ventos do futuro tragam para perto mais vidas das quais fiz parte nos meus álbuns.
Quero que elas me contem para onde as vidas deles andaram e o que ficou do álbum que compartilhamos.
Tenho certeza de que vai ser divertido.
Como era antes
Demorou, mas eu voltei.
Quase dois meses depois de viver o primeiro dia do resto da minha vida (salve John Hughes!) e mais de um mês depois de escrever meu último post, voltei a relatar algumas impressões que ficam das coisas que acontecem na minha vida.
Deveria ter me esforçado mais para compartilhar os primeiros movimentos da vida a dois com meus amigos-leitores, mas não rolou. Como disse o Professor, eu mal tive tempo para "dar uma de Rei" quanto mais para manter meus blogs atualizados.
Estou voltando aos poucos e não dá para prometer que a frequência vai voltar ao que era antes.
Acho que nada vai ser como era antes, mas vamos ver que dá.
Demorou, mas eu voltei.
Quase dois meses depois de viver o primeiro dia do resto da minha vida (salve John Hughes!) e mais de um mês depois de escrever meu último post, voltei a relatar algumas impressões que ficam das coisas que acontecem na minha vida.
Deveria ter me esforçado mais para compartilhar os primeiros movimentos da vida a dois com meus amigos-leitores, mas não rolou. Como disse o Professor, eu mal tive tempo para "dar uma de Rei" quanto mais para manter meus blogs atualizados.
Estou voltando aos poucos e não dá para prometer que a frequência vai voltar ao que era antes.
Acho que nada vai ser como era antes, mas vamos ver que dá.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Mistura sentimental
Não senti quase nada do que me disseram que sentiria.
Não vi um corredor infinito, não olhava para as pessoas e via através delas, não tremi como adolescente quando o padre me fez a grande pergunta.
Me casei e passei por tudo como um lorde. Um lorde chorão, diga-se de passagem.
Não sei bem o que desencadeou tudo. Não sei se foi o almoço que foi até as cinco da tarde (o casório foi as seis), o fato de ter visto Fama pouco antes da cerimônia ou a emoção de me casar com a mulher da minha vida propriamente dita.
Provavelmente foi uma mistura de tudo isso. O fato é que comecei a chorar ainda no hotel quando meu grande Galahad foi me ajudar a dar o nó da gravata e só parei quando fiquei liberado de tirar tantas fotos.
Para se ter uma idéia de quão importante isso é, eu me gabo de dar o nó de uma gravata sem olhar e sem tê-la no pescoço. Ainda bem que os amigos estavam mais em cima dos cascos do que eu.
Antes que me condenem, acho necessário registrar que o almoço não durou demais à toa.
Eu estava ao lado do meu velho, de dois tios queridos do Chile e de dois dos irmãos que eu não tive. Todos felizes, todos comemorando e quase todos passados na bebida.
Poderia ter acontecido um desastre, mas Ele não quis e não deixou. Ele sabia que era tudo por uma boa causa e que aquele era um momento único.
Afinal de contas, minha Lelê estava lá, meus tios estavam lá, minha família estava lá e meus amigos e irmãos também.
Todos estavam lá por nós. Todos queriam nos ver felizes. Todos esperavam nos ver satisfeitos. Todos se espantaram com o tamanho da nossa felicidade.
E foi mais ou menos assim que deixei de ser solteiro.
Agora tenho que reorganizar minha vida para dividir quase tudo com a minha mineira.
Digo quase tudo por que ambos fazemos questão de constuir a vida a dois sem perder a individualidade.
Vai dar tudo certo por que é isso que queremos.
E sobre a lua de mel, eu falo lá no Seguindo Gulliver.
É bom estar de volta!
Não senti quase nada do que me disseram que sentiria.
Não vi um corredor infinito, não olhava para as pessoas e via através delas, não tremi como adolescente quando o padre me fez a grande pergunta.
Me casei e passei por tudo como um lorde. Um lorde chorão, diga-se de passagem.
Não sei bem o que desencadeou tudo. Não sei se foi o almoço que foi até as cinco da tarde (o casório foi as seis), o fato de ter visto Fama pouco antes da cerimônia ou a emoção de me casar com a mulher da minha vida propriamente dita.
Provavelmente foi uma mistura de tudo isso. O fato é que comecei a chorar ainda no hotel quando meu grande Galahad foi me ajudar a dar o nó da gravata e só parei quando fiquei liberado de tirar tantas fotos.
Para se ter uma idéia de quão importante isso é, eu me gabo de dar o nó de uma gravata sem olhar e sem tê-la no pescoço. Ainda bem que os amigos estavam mais em cima dos cascos do que eu.
Antes que me condenem, acho necessário registrar que o almoço não durou demais à toa.
Eu estava ao lado do meu velho, de dois tios queridos do Chile e de dois dos irmãos que eu não tive. Todos felizes, todos comemorando e quase todos passados na bebida.
Poderia ter acontecido um desastre, mas Ele não quis e não deixou. Ele sabia que era tudo por uma boa causa e que aquele era um momento único.
Afinal de contas, minha Lelê estava lá, meus tios estavam lá, minha família estava lá e meus amigos e irmãos também.
Todos estavam lá por nós. Todos queriam nos ver felizes. Todos esperavam nos ver satisfeitos. Todos se espantaram com o tamanho da nossa felicidade.
E foi mais ou menos assim que deixei de ser solteiro.
Agora tenho que reorganizar minha vida para dividir quase tudo com a minha mineira.
Digo quase tudo por que ambos fazemos questão de constuir a vida a dois sem perder a individualidade.
Vai dar tudo certo por que é isso que queremos.
E sobre a lua de mel, eu falo lá no Seguindo Gulliver.
É bom estar de volta!
sexta-feira, setembro 02, 2005
Novo começo
Este é meu último post solteiro.
Daqui a poucas horas serei um (quase) respeitável homem (bem) casado e minha vida vai mudar. Se tudo seguir a minha expectativa (e meu esforço), vai mudar para melhor, cada vez melhor a cada dia.
A vida com a minha mineira vai trazer muitas das coisas que busquei durante todas as minhas mais de 33 primaveras.
Vai ser uma descoberta diária, mas me sinto muito confortável com tudo.
Por mais que digam que o casamento só serve para resolver os problemas que não se tinha quando se era solteiro, vou encarar.
Corrigindo! Vou encarar e me dar bem!
Por que é assim que ambos queremos que seja.
Por conta do casório, vou interromper os posts por um período.
Na verdade, só vou voltar a escrever depois de voltar da lua de mel em terras argentinas e de instalar meu micro novo, na casa nova, da vida nova.
Na volta, conto as aventuras no Seguindo Gulliver e na sequência retomo as tagalerices deste blog.
Até o outro lado!
Este é meu último post solteiro.
Daqui a poucas horas serei um (quase) respeitável homem (bem) casado e minha vida vai mudar. Se tudo seguir a minha expectativa (e meu esforço), vai mudar para melhor, cada vez melhor a cada dia.
A vida com a minha mineira vai trazer muitas das coisas que busquei durante todas as minhas mais de 33 primaveras.
Vai ser uma descoberta diária, mas me sinto muito confortável com tudo.
Por mais que digam que o casamento só serve para resolver os problemas que não se tinha quando se era solteiro, vou encarar.
Corrigindo! Vou encarar e me dar bem!
Por que é assim que ambos queremos que seja.
Por conta do casório, vou interromper os posts por um período.
Na verdade, só vou voltar a escrever depois de voltar da lua de mel em terras argentinas e de instalar meu micro novo, na casa nova, da vida nova.
Na volta, conto as aventuras no Seguindo Gulliver e na sequência retomo as tagalerices deste blog.
Até o outro lado!
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