domingo, janeiro 22, 2006

Formas e tamanhos
"Que atire a primeira pedra aquele que nunca transou ou ao menos beijou uma moça, digamos, gordinha, fofinha ou apenas um pouco mais carnuda do que o padrão anoréxico atual!"
Essa era a pergunta esdrúxula que pintou na mesa do Original em uma das tradicionais quintas-feiras só para meninos.
Obviamente, eu e o Paraguaio lideramos de longe a contagem de experiências menos formosas esteticamente. Somos bagaceiros assumidos e orgulhosos. No bom sentido, claro, já que temos espelho em casa e sabemos que a beleza é algo extremamente variável de mente a mente.

Já o Presidente seguiu mais uma linha Rodrigo Santoro de ser: dificilmente ele fica com mulheres feias. Ao menos não que ele se lembre, o que não significa muita coisa se levarmos em consideração a quantidade de álcool que esse rapaz já colocou para dentro do organismo.
Mesmo ele tem algo que contar.

Infelizmente o mesmo não pode ser dito do X. Ele não aparenta ter muita coisa o que dizer nesse tipo de assunto. Ou não tem ou não quer divulgar.
Em uma roda de amigos onde o assunto é mulher, isso dá mais ou menos na mesma.
Na verdade, me parece que o X não tem muito o que dizer nem se pensarmos só em mulheres bonitas. Algo trava o HD e ele não participa com a gente.
Ele apenas ri e diz que nosso setpoint é muito baixo.
Isso é algo que não daria para negar nem see quiséssemos, mas será que não é melhor bagacear de vez em quando do que transar consigo mesmo em quase todas as ocasiões?

Felizmente eu não sou ninguém para condená-lo. Apenas me preocupo com ele e tento colocá-lo em situações de risco de vez em quando.
Normalmente não acontece nada, mas a esperança é última que morre, principalmente neste mundo onde as mulheres cada vez mais gostam de tomar a iniciativa.
Sei que essa postura vem-ni-mim não costuma dar muito certo, mas talvez valha a pena arriscar.
Como eu não gosto muito de esperar as coisas cairem do céu, prefiro experimentar antes de dizer que não gosto. Foi assim que tropecei na minha mineira lá nas distâncias do Triângulo e foi assim que banquei o lance e virei um homem casado.
Mas cada um tem que escrever a sua história e cada um é responsável pelos capítulos que ela tiver.
No meu caso, o livro é basicamente uma comédia de erros, mas posso garantir que valeu a pena viver cada mico registrado nele.
Do contrário, que tipo de estórias eu vou conseguir contar para os meus netos?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Aos herdeiros

Parece que eles combinaram.
Tenho a nítida impressão que muitos dos meus amigos se reuniram em algum tipo de sociedade secreta e decidiram que o mundo estava meio sem graça e que era necessário repovoá-lo e colori-lo.
Só isso explica a chegada da Julia "Punk Rock" e as encomendas feitas pelo meu Galahad, pelo Mestre das Mulheres, pelo grande amigo do Sul que tem nome de ator e pela mais velha das minhas cunhadas mineiras.
2006 terá uma avalanche de "sobrinhos" e eu aqui acabando de entrar na vida de gente grande.
Confesso que dá para ter medo, dá para ter muito medo do que vem por aí.

Obviamente isso fez com que o assunto fizesse parte de um monte de conversas com a minha mineira. Mesmo durante o sexo ela acaba dizendo algo relativo a parar de fazer só por prazer.
Acho que sou voto vencido na lendária tentativa de trocar um casal de filhos por um Labrador e um Golden Retriever. Não vai colar.
A minha mineira já declarou em alto e bom som que quer ficar gorda e barriguda e que ser mãe é mais um dos seus sonhos desde sempre.
Como entrei nessa para fazê-la feliz (e não exatamente para cuidar da minha própria felicidade), acho que não vai ter negociação nem compensação. Terei mesmo que perder noites de sono, dias de descanso e tranquilidade econômica.
O mais curioso disso tudo é que quem já passou pelo martírio diz que vale cada segundo mal dormido.
Será?

segunda-feira, janeiro 09, 2006

2006

Julia

Este ano começou tão bem para mim que resolvi criar um símbolo para os 12 meses que estão por vir.
Achei que seria legal escolher uma imagem da pequena Julia "Punk Rock" Nasi para embalar as noitadas, jantares, risadas, amores e momentos felizes que certamente estão no nosso caminho e no caminho dos nossos.
Sem apelar para as facilidades da fé, este ano vai der "duca"!
E vai ser por que eu quero que seja e por que vou fazer acontecer. Nada vai me parar. Nada vai me atrapalhar.
Neste ano, tudo vai dar ainda mais certo
É so esperar e ver.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Esquisito

Eu nunca tinha visto coisa igual.
Uma a uma ou em casais, as pessoas iam se levantando e saindo da sala de cinema com um ar de revolta que eu só acharia pertinente em uma exibição de “O império dos sentidos” em pleno Vaticano. E o filme não havia começado a mais do que cinco minutos!
Infelizmente eu não conseguia ouvir as conversas, mas posso apostar um braço que mais de um casal dormiu brigado pela escolha daquele filme.

O bom disso tudo é que eu fiquei até o final e acabei até gostando de “A noiva cadáver”.
Obviamente que não foi o melhor filme da minha vida, mas acho que entendi bem o que o Tim Burton quis passar e curti boa parte daquela coisa medonha e engraçadamente aterrorizante.
Ou alguém conhece outro termo mais adequado para uma noiva que tem um senhor quadril e uma perna com ossos à mostra?

Algumas lições que ganhei com a minha persistência:
- o Johnny Depp é o cara mais amado pelos diretores esquisitões, principalmente o Tim Burton;
- animações em stop motion não são para crianças ou pessoas que escolhem seus filmes na hora de comprar os ingressos;
- até mesmo adolescentes indóceis podem se comportar em sociedade enquanto fingem que entendem um filme esquisitão;
- pipocas com manteiga mancham bermudas de sarja.
Esse último aprendizado está meio deslocado dos demais, mas como surgiu na mesma ocasião, achei que não havia mal em relacioná-lo.

Acho que próximo filme esquisito a enfrentar será o “Crônicas de Nárnia”.
Isso se a minha irmã cineasta não me convencer a ir com ela a alguma mostra de cinema cingalês ou coisa que o valha.
De qualquer maneira, não sair da sala nos cinco primeiros minutos continuará sendo uma questão de honra.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Isto não é um fotolog...

...mas não dá para resistir à tentação de seguir comemorando o tri mundial!



Até o prefeito palmeirense se rendeu!



O Tricolor é o mais querido e o dono do mundo!



E se bobear, no ano que vem estamos aí de novo para brigar pelo Tetra!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

No topo do mundo

Agora não dá mais para se considerar "o único campeão mundial da Fifa".
Agora já dá para dizer que nenhum outro clube brasileiro ganhou tanto.
Agora já dá para dominar o mundo.
E que o próximo europeu que cruzar o caminho do tricolor pense um pouco melhor antes de considerar "imbatível".

São Paulo tricampeão mundial interclubes!
E tenho dito!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Acerto de contas

Eu gosto do Cameron Crowe e não abro. E isso não tem muito a ver com o passado dele na Rolling Stone e na vida do Led Zeppelin. Gosto do cara por que ele conta estórias que consigo entender. Ele conta estórias de caras miseravelmente comuns, assim como eu.
Não gosto da Rolling Stone pela falta de fotos e acho que o Led já fez a sua parte, por isso me resta lembrar de “Singles”, “Quase famosos” e da Nancy Wilson, a esposa do cara, guitarrista da minha bem amada banda Heart”.

Minha última aquisição na coleção Crowe foi “Tudo acontece em Elisabethtown”.
Um cara comum, uma menina incomum e um problema afetivo.
Poderia ser a minha vida, mas não era e fico aliviado com isso. Não estou preparado para ser um “blockbuster”. Ainda não dá para abrir minha vida desse jeito.
O cara tem saudade do que não viveu com o pai e se lamenta por não ter mais chances de tirar o atraso. A partida do velho matou uma parte do futuro, mas acabou abrindo outra porta, que ele reluta em entrar, até que....
Não sou (tão) safado a ponto de contar o filme inteiro aqui, mas digo que para mim valeu a pena ver aquilo tudo e sentir um pouco mais de certeza que estou no caminho certo.

O cara comum do filme é o Legolas, ops, o Orlando Bloom e só isso bastaria para que os críticos caíssem de pau questionando a validade da estória.
Como é que um cara como o Orlando Bloom pode ser comum?
Mas tirando esse detalhe impertinente, até que a estória cola. Ou não cola, mas quem se importa?
Eu não, já que não vou ao cinema para ver a realidade. Prefiro me divertir, ou quem sabe sonhar.

Nesse filme fiquei com a parte da diversão, mas me identifiquei e saí mais feliz.
A música ajudou, a minha mineira ajudou e a Kirsten Dunst e seus dentes tortos também ajudaram.
E a vida segue seu curso, miseravelmente comum como tem que ser. Ao menos a minha é assim e não adianta a Miss K me chamar de complexo.
Sou comum e pronto!

Jamais fiz uma viagem com o meu velho, mas ainda há tempo. Espero que haja mesmo, mas por via das dúvidas, vou providenciar algo temporário até que possa levá-lo até a Cidade Luz. Esse sempre foi o sonho de consumo dele, desde a bagunça de 1968 e as primaveras no Leste e vou ficar muito feliz se conseguir dar esse presente ao Velho Pezo.
Talvez ele gostasse mais de conseguir voltar para a terra natal, mas aí a coisa fica maior do que eu.
Melhor pensar só em Paris mesmo e continuar focando nos números.
E que Ele diga quando é a data do embarque.

domingo, novembro 20, 2005

Por la unidad?

Até nisso os brasileiros acabam não sendo latinos.
Enquanto meu povo lamenta mais um fracasso e os quase vizinhos uruguaios perdem nos pênaltis para a Austrália, o País do Futebol se dá ao luxo de jogar com preguiça e meter 8 a 0 em um time de amadores.
Não me admira que (nós) os brazucas adorem(os) falar de música latina e só pensar nos “hispanohablantes”.
Para que se misturar com perdedores?

sábado, novembro 12, 2005

Nós, os loosers

Estou terminando de ler um livro do Jabor.
Nunca tinha me interessado em ler coisas dele por achá-lo ranzinza demais, mas como foi um presente de aniversário do Gerson e da Sô e me sinto sensivelmente próximo e meio responsável por esse casal, achei que valia a pena dar um chance ao cara.
Continuo achando que o cara é ranzinza demais, mas descobri um lado looser que me deixou agradavelmente identificado. E os momentos loosers da infância dele no Rio são bastante numerosos no tal "Amor é prosa, sexo é poesia".

Assim com ele, eu também vivi dezenas de amores imaginários e paixões platônicas.
Eu frequentemente me "apaixonava" pela menina mais popular da sala de aula ou ficava babando pela vizinha que me dava carona para a escola.
Invariavelmente a situação acabava em nada e eu seguia meu caminho de colecionador de fracassos.

Acho que o Jabor entende muito bem o que é começar bem mais tarde do que os amigos e sempre ser taxado como lento e até "caso perdido". Esse era ele e esse era eu.
Uso o verbo no passado por que agora eu estou um pouco diferente.
Não digo isso só pelo fato de estar casado com uma bela mulher, mais bela aliás do que a quase totalidade das minhas "companheiras" anteriores. Reforço o passado por que me lembro da minha irregular vida de conquistador que sempre alternou momento da mais deslavada putaria com meses e meses de secura, timidez e solidão.
Usando a linguagem mais popular que me permito colocar aqui, eu não pegava nem resfriado.

Mas tudo muda.
Até minha intolerância pelo Jabor mudou. Hoje até posso dizer que gosto do jeito rebuscado que ele tem.
Mas continuo achando que ele é bem chato quando quer mudar o mundo e criticar a tudo e todos.
Não digo que ele não tenha razão em tentar e espernear, mas como leitor, tenho o direito de dizer que tem outras pessoas fazendo isso melhor e que desejo sinceramente que ele só deixe seu lado looser escrever daqui para a frente.
Tem muito mais a ver comigo.

terça-feira, outubro 25, 2005

Álbuns

Dia desses eu estava revendo meus antigos álbuns de fotografias.
Deve ter algo a ver com a mudança de vida e com o novo capítulo que estou experimentando.
Nas fotos eu vi a vida de gente que não sei mais onde está, mas que me deixou fazer parte da sua vida durante algum tempo e com mais ou menos profundidade.
Fazer parte da vida de alguém significa bem mais do que ser apenas amigo. Significa algo esdrúxulo como ser representado por aquela ruga no canto do olho ou o cabelo branco na têmpora. É algo que fica, apesar das tinturas e cremes milagrosos da Avon.

Minha vida em fotos passou meio em branco até 87, quando comecei o colegial.
Quase não tenho imagens daquela época e a maioria é de eventos familiares. Acho que é assim mesmo que tem que ser. Afinal de contas, fazer parte da vida da família é algo quase que obrigatório, apesar da encheção que rola em 100% delas.

O Orkut também tem ajudado a aumentar essa sensação com a aproximação de gente que conheci antes de entender o que era a fotografia. O povo da Escola Paulista é o melhor exemplo disso. Talvez até isso renda um encontro para o ano que vem, mas vamos deixar as coisas acontecerem devagar.

Nos álbuns eu vi a vida de gente que se afastou há tempos e que deixou pouca coisa além da imagem e de alguma (muita?) lembrança infantilmente gostosa.
Lembrei do povo do PV, do Sul, do Albino, do Italiano e do Eurocentre.
Lembrei também do povo do Mack e da Diretoria, mas esses ainda trocam participações nas vidas comigo e por isso não foram arquivados como lembranças. Esses são realidade.

E por fala em realidade, chego finalmente ao álbum que estou construindo com a minha mineira. Já são dezenas de fotos desde que tropeçamos um no outro. Devemos chegar perto das centenas e não parece que estamos cansados delas.
Nosso álbum diz que fazemos parte da vida um do outro e que ainda há espaço para muito filme e muita memória de máquina digital.
Fico pensando em como será nosso álbum daqui há alguns anos.
Será a pequena Julia, sobrinha do Presidente, vai estar em muitas fotos?
Será que a minha amada Letícia vai dar as caras?
Será que nós vamos dar a nossa contribuição com algum Labrador ou Golden Retrivier?
Não dá para saber. Apenas dá para querer e fazer acontecer. Conforme a vontade D´Ele, claro, mas a nossa parte a gente faz.

E que os ventos do futuro tragam para perto mais vidas das quais fiz parte nos meus álbuns.
Quero que elas me contem para onde as vidas deles andaram e o que ficou do álbum que compartilhamos.
Tenho certeza de que vai ser divertido.
Como era antes

Demorou, mas eu voltei.
Quase dois meses depois de viver o primeiro dia do resto da minha vida (salve John Hughes!) e mais de um mês depois de escrever meu último post, voltei a relatar algumas impressões que ficam das coisas que acontecem na minha vida.

Deveria ter me esforçado mais para compartilhar os primeiros movimentos da vida a dois com meus amigos-leitores, mas não rolou. Como disse o Professor, eu mal tive tempo para "dar uma de Rei" quanto mais para manter meus blogs atualizados.

Estou voltando aos poucos e não dá para prometer que a frequência vai voltar ao que era antes.
Acho que nada vai ser como era antes, mas vamos ver que dá.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Mistura sentimental

Não senti quase nada do que me disseram que sentiria.
Não vi um corredor infinito, não olhava para as pessoas e via através delas, não tremi como adolescente quando o padre me fez a grande pergunta.
Me casei e passei por tudo como um lorde. Um lorde chorão, diga-se de passagem.

Não sei bem o que desencadeou tudo. Não sei se foi o almoço que foi até as cinco da tarde (o casório foi as seis), o fato de ter visto Fama pouco antes da cerimônia ou a emoção de me casar com a mulher da minha vida propriamente dita.
Provavelmente foi uma mistura de tudo isso. O fato é que comecei a chorar ainda no hotel quando meu grande Galahad foi me ajudar a dar o nó da gravata e só parei quando fiquei liberado de tirar tantas fotos.
Para se ter uma idéia de quão importante isso é, eu me gabo de dar o nó de uma gravata sem olhar e sem tê-la no pescoço. Ainda bem que os amigos estavam mais em cima dos cascos do que eu.

Antes que me condenem, acho necessário registrar que o almoço não durou demais à toa.
Eu estava ao lado do meu velho, de dois tios queridos do Chile e de dois dos irmãos que eu não tive. Todos felizes, todos comemorando e quase todos passados na bebida.
Poderia ter acontecido um desastre, mas Ele não quis e não deixou. Ele sabia que era tudo por uma boa causa e que aquele era um momento único.
Afinal de contas, minha Lelê estava lá, meus tios estavam lá, minha família estava lá e meus amigos e irmãos também.
Todos estavam lá por nós. Todos queriam nos ver felizes. Todos esperavam nos ver satisfeitos. Todos se espantaram com o tamanho da nossa felicidade.

E foi mais ou menos assim que deixei de ser solteiro.
Agora tenho que reorganizar minha vida para dividir quase tudo com a minha mineira.
Digo quase tudo por que ambos fazemos questão de constuir a vida a dois sem perder a individualidade.
Vai dar tudo certo por que é isso que queremos.

E sobre a lua de mel, eu falo lá no Seguindo Gulliver.
É bom estar de volta!

sexta-feira, setembro 02, 2005

Novo começo

Este é meu último post solteiro.
Daqui a poucas horas serei um (quase) respeitável homem (bem) casado e minha vida vai mudar. Se tudo seguir a minha expectativa (e meu esforço), vai mudar para melhor, cada vez melhor a cada dia.
A vida com a minha mineira vai trazer muitas das coisas que busquei durante todas as minhas mais de 33 primaveras.
Vai ser uma descoberta diária, mas me sinto muito confortável com tudo.
Por mais que digam que o casamento só serve para resolver os problemas que não se tinha quando se era solteiro, vou encarar.
Corrigindo! Vou encarar e me dar bem!
Por que é assim que ambos queremos que seja.

Por conta do casório, vou interromper os posts por um período.
Na verdade, só vou voltar a escrever depois de voltar da lua de mel em terras argentinas e de instalar meu micro novo, na casa nova, da vida nova.
Na volta, conto as aventuras no Seguindo Gulliver e na sequência retomo as tagalerices deste blog.
Até o outro lado!

sábado, agosto 27, 2005

Começou

Estou vivendo meu segundo final de semana fora da casa dos meus pais.
Foram 33 anos e pouco sem sair de baixa da proteção deles e apenas 10 dias me virando mais ou menos sozinho.
O mais ou menos se deve a algumas visitas estratégicas para pegar algumas coisas que ficaram para trás e para filar alguma bóia.
Além disso, tive que recorrer ao abrigo deles quando esqueci minha chave em Uberlândia e não tinha como entrar em casa. Coisas de quem não está acostumado a ser adulto.

Mas a experiência de morar sozinho vai durar pouco.
Daqui há alguns dias a minha mineira vai assumir o seu devido lugar no castelo e tudo vai entrar nos eixos. Vai ficar mais complicado comer às custas dos pais, mas tudo bem. A gente ser vira em casa mesmo.
Já abasteci um pouco a geladeira e daqui a pouco vou repor algumas coisinhas que já acabaram.
As duas latas de cerveja que comprei ainda estão intocadas, fruto do absurdo conflito de agendas que meus amigos me brindaram. Mas ainda resta esperança.
Apesar de faltar muito pouco tempo para o casório, parece que na próxima terça vai rolar mesmo a tal despedida de solteiro. Pelo menos foi isso que me garantiram hoje.
O Presidente até comprou um mega-whisky especialmente para o evento. Tudo em minha homenagem. Vou ter que recebê-los à altura, varrer a casa e comprar alguns quitutes para comer. Uns dois quilos de salame devem resolver a parada.

Agora estou novamente na casa dos velhos para mexer um pouco no micro.
A casa nova ainda não está conectada, mas isso dura pouco. Vamos ver se resolvo isso logo na segunda.
Gostaria de contar mais coisas sobre a vida nova, mas tenho que voltar para casa para guardar algumas coisas da mudança que ainda estão encaixotadas.
Se eu soubesse que ser dono do nariz era tão trabalhoso, tinha ecomizado mais e contratado um personal mover: aí era só pagar e chegar quando tudo estivesse mudado e arrumado.
Boa idéia para um negócio futuro!

sexta-feira, agosto 19, 2005

Me chamam de Hitch

Funciona mais ou menos assim: eu pergunto como a pessoa está e não deixo passar nada que não aponte para um "sim" conclusivo e crível. Se sentir um fio de dúvida ou de tristeza, já vou logo perguntando o que acontece e o que posso fazer para ajudar.
Na grande maioria dos casos, trata-se de um problema do coração e, como a relação de confiança já existe, acabo explorando bastante o problema e fazendo a minha parte para ajudar a pessoa a identificar a melhor solução.
É mais ou menos como o trabalho do Hitch, só que sem o glamour novaiorquino, o charme do Will Smith e aquele apartamento "sonho de consumo".
É tudo em escala menor, mais intimista e menos comercial. Mas que funciona, funciona.


O conselheiro yankee Posted by Picasa

Minha "cliente" atual é a Dri, uma ex-estudante de moda que pegou suas trouxinhas e voltou para a casa dos pais lá no Planalto Central.
Ela anda as voltas com um namoro que nasceu morno e que vai esfriando ainda mais a cada dia que passa. Não bastasse essa coisa gélida, ainda surgiu um outro rapaz que não fez nada físico, mas abalou as estruturas dessa minha pobre amiga.
Normalmente eu tenderia a partir para a defesa do relacionamento e para ajudá-la a descobrir motivos para seguir com o namorado, mas neste caso achei melhor focar naquilo que pode fazê-la mais feliz, mesmo que fosse moralmente menos aceitável.
Pois é, estou mesmo incentivando o chifre, mas de uma forma bem menos sexual do que possa parecer: quero que ela descubra as razões que a fazem estar com o namorado e por que esse outro rapaz a abalou tanto sem nem mesmo ter lhe dado um beijo.
Deve ter sido forte e não acho que ela deva ignorar o que houve.
Afinal de contas o que importa é ser feliz e esse namoro atual definitivamente não a completa.

Quando paro para pensar que os papéis poderiam estar invertidos, me sinto meio mal por incentivar algo que não seja a fidelidade, a concessão e o entendimento, mas acredito que no caminho atual ela vai esbarrar no erro inútil.
Errar e aprender ajuda a pessoa a crescer, mas neste caso acho que ela precisa ter mais informações sobre as opções que existem.
Adoraria dizer que ela deve mesmo insistir no namoro atual para encontrar alguma forma de ser feliz, mas não é o que vejo, não é no que acredito, ao menos para ela.
Eu acho que ela está acomodada e pedindo por ajuda.
Não sou nenhum cavaleiro andante, mas vou ajudá-la.
Tenho que ajudá-la a entender o que é bom e o que é ruim no relacionamento atual e ajudá-la também a entender por que ela deveria descobrir o que há dou outro lado.
Não se trata de sair por sair, mas sim de pesar os prós e contras de ambas as saídas.

Se eu for tão bem sucedido quanto o Will Smith, minha maior recompensa será a felicidade dela.
Se não, ao menos eu tentei e fica tudo bem do mesmo jeito.
É o tipo de jogo que eu mais gosto: onde todo mundo ganha.

sábado, agosto 13, 2005

Homem não chora

Não sei bem o que acontece.
É assim desde o primeiro programa: basta a Angelita aparecer para cantar no Fama que eu já fico com os olhos cheios de água e o bico começa a tremer.
E aí é um tal de esconder o rosto, pensar no trabalho (ou em qualquer outra broxante o bastante) e fingir que não é comigo.

Parando para pensar nas razões desse derretimento, não consigo chegar a conclusão alguma. Pensei que pudesse ter algum tipo de solidariedade com o grande Erich e suas estórias de Piracicaba (a Angelita é de lá), mas achei gay demais e abortei a idéia.
Depois fiquei com a impressão que tivesse algo a ver com a forma doce como ela canta. Novamente achei melhor não evoluir muito a idéia sob risco de arrumar confusão com a minha mineira e seu jeito cool de sentir ciúme.
Acabei desistindo de arrumar razões e resolvi assumir que sou um pseudo-bronco que adora segurar as emoções, mas que está enfrentando cada mais dificuldades para fazer isso.
Deve ser a proximidade do casório.
Algo me diz que vou chorar como criança e que vou gerar infinitas interpretações por parte dos convidados. De felicidade pela nova vida até tristeza pelas coisas que vão ficar só na memória, todo mundo vai tentar adivinhar e até acho que muitos vão acertar.
Mas só eu e ela vamos saber.

E vou voltar ao site da Globo para votar e tentar manter a minha geradora de lágrimas ao menos mais uma semana no programa.

domingo, agosto 07, 2005

Quase lá

O castelo está quase pronto.
Entre pó, stress, arranhões e bicos, os muros já estão de pé, o fosso já está cheio de jacarés e agora só falta a mudança do Rei e da Rainha.
O reino está em festa e os súditos participam da boda como se fosse a de seus filhos.
Todos estão felizes, mesmo que a Rainha ainda esteja longe, reinando lá no Cerrado.
Tudo está preparado e todo mundo cumpre seu papel a contento.
Do marceneiro ao carteiro, do entregador de pizza ao povo das Casas Bahia, todo mundo faz sua parte para que a inauguração do castelo aconteça no melhor estilo romântico e medieval.

Depois da inauguração, não será mais necessário inventar viagens a Campinas ou coisa que o valha para ficar o dia inteiro na cama, fazendo amor e planos, como nos convêm.
Não vamos mais ter que pegar o carro para deixar alguém em casa por que já está tarde.
Acabou-se a necessidade de maquiar a verdade para não complicar algo tão bom quanto a vontade de estar junto.
O castelo vai significar a liberdade e o início.
O castelo vai abrigar um lar e falta pouco para isso.
O castelo será a casca da nossa felicidade, mas não vai nos limitar. Pelo contrário, ele vai ficar tão aconchegante e caloroso, que nossas viagens vão ser tão gostosas no antes e durante quanto no depois.
Vamos ficar indecisos se queremos ficar tanto tempo longe de casa e isso é o segredo do reino.
Que assim seja e que não seja necessária magia para encantar o nosso lar.


O nosso é quase tão lindo quanto este Posted by Picasa

quarta-feira, agosto 03, 2005

O tempo certo

Sempre achei que publicar o convite de casamento no quadro de avisos da empresa fosse uma prática comum e nunca pensei nas consequências que isso poderia trazer.
Só recentemente, quando coloquei no papel todos os dinheiros que estavam envolvidos na festa, na cerimônia e tudo mais é que entendi o receio dos noivos em ter a celebração prejudicada pelo excesso de pessoas.
Além de caro, isso significa mau atendimento e reclamações certas.

Como a brincadeira vai acontecer toda à segura distância de 600km daqui, achei que não havia problemas e publiquei mesmo o convite.
Agora ele está lá, lindão e aberto para quem quiser ver.
O engraçado foi lidar com a diversidade de reações que o tal convite causou.
O que mais ouvi dos homens foram comentários referentes à minha sanidade mental e das mulheres à proximidade de me tornar um homem sério.
Felizmente também pintaram desejos sinceros de felicidade e algumas lições.

Uma delas partiu da secretária da área, que me contou toda a estória do casamento anterior do seu atual marido.
Segundo ele, o sujeito namorava com uma moça bastante desequilibrada que chegou inclusive a tentar o suicídio quando eles terminaram pela primeira vez.
Por pressão das famílias ele voltou atrás e acabou sendo enrolado por uma gravidez pouco honesta: mesmo garantindo que a deixaria se ela engravidasse, a moça insisti, não se preveniu e a encomenda foi feita.
Esse foi um exemplo perfeito de razões para não casar já que o rapaz assumiu o filho, fez seu papel afetivo como se deve, mas não ficou com a menina.
Na minha opinião, bem feito para ela.

Outra experiência válida foi a de uma colega que se casou depois dos 30 e não se arrepende.
Segundo ela, havia a possibilidade de se casar com vinte e poucos, mas eles preferiram seguir vivendo e tomar a decisão como adultos.
Parece que foi a melhor coisa que poderia acontecer já que ambos já estavam em um momento da vida onde o casamento era a coisa mais desejada e a paz a dois, um prêmio bastante visado.

Dos dois relatos eu posso tirar algumas coisas boas da minha situação:
1 - Me caso com a minha mineira pelas razões certas e com um diálogo muito honesto e aberto. Isso deve garantir uma vida boa para ambos e um volume de realizações, conquistas e felicidade bastante grande.
2 - Ambos já vivemos muitas coisas e experimentamos diversos sabores, o que nos dá muita certeza de que é isso mesmo que queremos fazer. Não há dúvidas ou inseguranças. Vai dar certo por que faremos dar certo.

Resta agora um mê exato para o grande dia.
Tudo está certo e ajeitado. Até o castelo já pode nos receber de braços abertos.
Só temos uma tarefa agora: ser extremamente felizes e viver ainda mais a vida!
Para nós, isso é fichinha, afinal de contas, escolhemos o casamento e não fomos escolhidos por ele.
E isso faz toda a diferença!

quarta-feira, julho 27, 2005

Compartilhar é bom

O Dia D está chegando e as coisas vão andando como devem.
Diferente do que eu havia pensado, a tradicional entrega de convites não está sendo uma simples convocação das pessoas queridas para dividir os momentos de felicidade.
Nada mais longe disso. Estamos lidando com uma verdadeira operação de guerra, com táticas, estratégias e contagem de baixas.
Então vejamos: que tipo de atividade mediria tanto as consequências quanto o pensamento de convidar um parente e ter que enviar três ou quatro convites adicionais para que alguns agregados não fiquem melindrados e saiam falando mal da família e dos noivos?
Quer dizer, falar mal muitos vão, mas pelo menos queremos adiar isso até o dia da festa. Ou os dias posteriores onde o assunto da vez será o porre do noivo, a falta de educação do povo de São Paulo ou a audácia do DJ que fazia propostas indecorosas a todas as mulheres que se atreviam a pedir alguma música.

Mas como eu não sofro muito desse mal de agregados, todas as entregas de convites estão sendo acompanhadas de muito carinho e insistência para que o povo encare a estrada e se embrenhe no Triângulo.
Mesmo que a maioria das entregas esteja a cargo dos Correios (e do dinheiro do Marcos Valério), acho que o sentimento está chegando ao destinatário e as pessoas estão se sentindo valorizadas e incluídas.
Esse era o objetivo e fico feliz pelo nosso sucesso.

Falta pouco mais de um mês para segurar a tensão, ajeitar toda a nossa nova vida e ver no que vai dar essa coisa de dividir teto, vida, escovas de dente e felicidades.
Na volta de Buenos Aires eu conto o que aconteceu, tá?

sexta-feira, julho 15, 2005

MorumTRI

Pausa para um pouco de auto-elogio: o Tricolor é campeão da Libertadores!
Campeão, não. Tricampeão, o que não é para qualquer um!
Em uma prévia do que vai ser a Copa da Alemanha, nos reunimos na casa do Presidente e bebemoramos cada gol do São Paulo.
Foi uma festa entre amigos e tudo correu como se esperava.
Pena que os vagabundos aproveitaram para bagunçar as coisas na Paulista, mas isso acontece nas melhores torcidas.
Apesar do tom fascista, acredito que só a farta distribuição de borrachadas pelo Choque pode resolver esse tipo de situação.

Mas voltando à festa!
Foi lindo ver 70 mil gargantas gritando juntas e ovacionando Rogério Ceni, Luizão, Cicinho e companhia.
Valeu a tensão e a ressaca de hoje: é Campeão!

E agora, o Brasileiro!


Tricolor tricampeão Posted by Picasa